Acidente fatal em Nazca
Pelo menos 13 pessoas, incluindo 11 passageiros e dois tripulantes, morreram na queda de um pequeno avião neste sábado (1º) no Peru. A aeronave transportava turistas que visitavam as icônicas Linhas de Nazca, um dos mais importantes sítios arqueológicos do país. Segundo o major da polícia Jorge Andrade, que estava no local, a gravidade da queda impediu qualquer sobrevivência. Até o momento, quatro corpos foram recuperados.
As Linhas de Nazca, declaradas Patrimônio Mundial pela Unesco em 1994, são gigantescos geóglifos gravados no solo do deserto de Nazca, a cerca de 400 quilômetros ao sul de Lima. Com mais de 1.500 anos, os desenhos de animais, plantas e figuras geométricas só podem ser plenamente apreciados do alto, sendo um grande atrativo turístico. O acidente ocorreu pouco depois das 13h locais (15h em Brasília), após a decolagem do aeroporto de Pisco, cidade que registra intenso movimento de voos turísticos.
A aeronave, pertencente à companhia peruana AeroDiana, caiu na região de Pueblo Viejo, a aproximadamente seis quilômetros da cidade de Nazca e a cerca de 12 quilômetros do sítio arqueológico. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram bombeiros e policiais trabalhando entre os destroços retorcidos e ainda em chamas do avião. A prefeitura de Vista Alegre, em Nazca, confirmou o número de vítimas e expressou pesar, informando que, segundo dados preliminares, a aeronave enfrentou uma emergência em voo. A companhia AeroDiana ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.
Histórico de acidentes na região
Este não é o primeiro incidente fatal envolvendo aeronaves que sobrevoam as Linhas de Nazca. Em 2022, a queda de um avião similar resultou na morte de sete pessoas, incluindo cidadãos estrangeiros. Um acidente ainda mais trágico ocorreu em outubro de 2010, quando quatro turistas britânicos e dois tripulantes peruanos faleceram na queda de uma aeronave da companhia AirNasca. As autoridades aeronáuticas do Peru iniciarão as investigações para determinar as causas deste novo desastre.
