Zanin arquiva inquérito contra ministro do STJ por suposta venda de decisões
Zanin arquiva inquérito contra ministro do STJ por suposta venda de decisões

Zanin arquiva inquérito contra ministro do STJ por suposta venda de decisões

Ministro Cristiano Zanin, do STF, encerra investigação sobre suposta venda de decisões judiciais envolvendo Og Fernandes, do STJ. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um inquérito que apurava a conduta do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A investigação, iniciada a partir de elementos da […]

Resumo

Ministro Cristiano Zanin, do STF, encerra investigação sobre suposta venda de decisões judiciais envolvendo Og Fernandes, do STJ.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um inquérito que apurava a conduta do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A investigação, iniciada a partir de elementos da Polícia Federal na Operação Sisamnes, buscava apurar suspeitas de envolvimento de Fernandes em um esquema de venda de decisões judiciais. Zanin acolheu o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu pela inexistência de “justa causa para eventual abertura de inquérito criminal”.

A decisão de Zanin ressalta que, após quase um ano de diligências, a própria PGR constatou que a hipótese criminal inicial não reuniu “densidade probatória necessária” para justificar a continuidade das investigações. O parecer da PGR indicou que análises de dados bancários, fiscais, documentos e movimentações financeiras não apresentaram elementos que ligassem Og Fernandes ao recebimento de vantagens indevidas ou à negociação de decisões judiciais.

Origem e desenvolvimento da investigação

O inquérito teve seu ponto de partida na Operação Sisamnes, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de negociação clandestina de decisões judiciais, envolvendo empresários, advogados, magistrados e intermediários. A investigação específica contra Og Fernandes foi aberta após a análise de dados extraídos do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023. Havia suspeitas de que o chefe de gabinete do ministro, à época, Rodrigo Falcão de Oliveira Andrade, teria atuado como intermediário.

A Polícia Federal também apontou movimentações financeiras atípicas envolvendo o assessor, o ministro e o empresário Fernando de Queiroz Campos Júnior, o que levou à quebra de sigilos bancário e fiscal para aprofundar as apurações. No entanto, a PGR, ao analisar os dados, afastou a principal suspeita que motivou o inquérito.

PGR afasta suspeita e esvazia hipótese criminal

Segundo a manifestação da PGR, a investigação bancária revelou que, contrariando a hipótese inicial, foi o próprio Og Fernandes quem transferiu R$ 92,6 mil ao empresário Fernando Queiroz, e não o contrário. Para a Procuradoria, essa inversão “esvazia o suporte objetivo da hipótese originalmente concebida” de que o empresário teria oferecido vantagem econômica ao ministro.

Adicionalmente, a PGR destacou que as decisões proferidas por Og Fernandes foram fundamentadas em critérios técnicos e, em todas elas, contrariaram os interesses do grupo Cornélio Brennand. Esse conjunto de fatos, segundo a Procuradoria, enfraquece a tese de que o ministro teria recebido vantagem indevida em troca de favorecimento judicial.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela imprensa.

Tags:

Veja Também

CVC enfrenta desvalorização histórica e busca reorientação no mercado de viagens

CVC enfrenta desvalorização histórica e busca reorientação no mercado de viagens

Depressão Resistente ao Tratamento: Novas Esperanças e Abordagens Terapêuticas

Depressão Resistente ao Tratamento: Novas Esperanças e Abordagens Terapêuticas

Piloto brasileiro homenageia Lito Sousa com voo no céu do Texas

Piloto brasileiro homenageia Lito Sousa com voo no céu do Texas

Entidades pedem maior controle sobre 'big techs' para proteger crianças e adolescentes

Entidades pedem maior controle sobre ‘big techs’ para proteger crianças e adolescentes

Janja repudia falas de Renan Santos em debate e o acusa de misóginia

Janja repudia falas de Renan Santos em debate e o acusa de misóginia