Eduardo Bolsonaro retira candidatura a suplente de senador por São Paulo
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou que não concorrerá como primeiro suplente na chapa do deputado estadual André do Prado (PL) ao Senado por São Paulo. A decisão, comunicada pelo próprio Eduardo em suas redes sociais, foi tomada após consulta a advogados e profunda reflexão sobre o cenário político brasileiro atual. Ele citou o que classificou como “evidente perseguição política” contra ele e sua família como um dos motivos para a retirada, além de uma “grave insegurança jurídica” no país.
Em nota, Eduardo Bolsonaro afirmou ter sido “fortemente aconselhado a não criar qualquer circunstância que pudesse colocar em risco uma candidatura ao Senado que considero estratégica para o futuro do Brasil”. Ele reforçou que “nunca fez política por cargos” e que sua missão sempre foi “defender a liberdade, a Constituição, a família e os valores que representam milhões de brasileiros”. A decisão visa, segundo ele, preservar um “projeto maior”. As informações foram divulgadas por meio de nota oficial e publicações nas redes sociais do ex-deputado.
Novos suplentes e apoio à campanha
André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e candidato ao Senado, reconheceu o “gesto de responsabilidade” de Eduardo Bolsonaro e afirmou que ele priorizou um “projeto maior”, mencionando as candidaturas de Flávio Bolsonaro à Presidência e de Tarcísio de Freitas à reeleição em São Paulo. Os novos suplentes na chapa serão Fernando Fiori de Godoy (PL), ex-prefeito de Holambra, e Rute Costa (PL), vereadora na capital paulista.
Prado expressou confiança de que Eduardo continuará engajado na campanha, contribuindo para fortalecer o projeto e mobilizar eleitores. Ele também conclamou os apoiadores a concentrarem esforços na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, destacando a necessidade de “responsabilidade, união e desprendimento” diante do momento político. “Acima de interesses pessoais, está o futuro do nosso país. Nós venceremos!”, concluiu.
Contexto da decisão
A desistência de Eduardo Bolsonaro ocorre em um momento delicado, após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ter o condenado a 4 anos e 2 meses de prisão em junho deste ano. A condenação se refere à acusação de ter articulado sanções contra autoridades brasileiras junto ao governo de Donald Trump. O ex-parlamentar classificou a decisão como “sem pé nem cabeça” e com o objetivo de tirá-lo das eleições. Paralelamente, Eduardo e sua família receberam o Green Card americano na semana passada.
