Teerã ostenta manifestações visuais contra Donald Trump e governo americano
A capital do Irã, Teerã, tornou-se palco de uma intensa campanha visual anti-americana, com a exibição de outdoors provocativos e ameaçadores direcionados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os painéis, espalhados por vias principais e fachadas de edifícios, apresentam imagens de Trump em situações sombrias, incluindo um caixão aberto, acompanhadas de slogans em inglês e persa, como a contundente declaração “Nós matamos Trump”. Faixas adicionais retratam caixões cobertos com a bandeira americana ao lado de fotos de Trump, sua esposa e filhos, intensificando a mensagem de hostilidade.
Essas manifestações visuais surgiram em um momento de escalada de tensões entre o Irã e os Estados Unidos, exacerbadas por declarações recentes de ambos os lados. A campanha de outdoors parece ser uma resposta direta a ameaças e a um clima de retaliação mútua que tem se intensificado nas últimas semanas. As informações foram reunidas a partir de dados divulgados por fontes diversas, incluindo reportagens sobre a situação geopolítica na região.
Contexto de Ameaças e Respostas Mútuas
A origem mais imediata para essa demonstração de força simbólica parece remontar a uma declaração escrita do líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei. No sábado (11), ele prometeu vingar a morte de seu antecessor e pai, Ali Khamenei, ocorrida em 28 de fevereiro em um ataque atribuído conjuntamente a Washington e Israel. A declaração de Khamenei enfatizou que a vingança seria buscada independentemente das negociações ou do destino do Irã, adicionando uma camada de gravidade às já tensas relações.
Em resposta às ameaças iranianas, o próprio Donald Trump utilizou sua plataforma no Truth Social na última sexta-feira (17) para anunciar que havia ordenado que as Forças Armadas americanas se preparassem para um ataque com milhares de mísseis contra o Irã, caso o regime tentasse assassiná-lo. Essa troca de ameaças eleva a perspectiva de um retorno a um conflito em larga escala, especialmente após o colapso do acordo de cessar-fogo na semana passada, que já vinha testando os limites da escalada.
Outdoors com Mensagens Ambíguas e Diretas
Além da imagem de Trump em um caixão, outra peça publicitária anti-Trump chamou a atenção nesta sexta-feira (17). Essa peça exibe a pergunta “Quem será o próximo?”, ironizando a morte do senador republicano Lindsey Graham, de 71 anos, ocorrida no fim de semana passado devido a um problema cardiovascular. O outdoor utiliza as letras ‘D’ e ‘T’ em destaque, uma referência às iniciais do presidente americano (Donald Trump), sugerindo que ele seria o próximo alvo. Paralelamente, outra faixa em Teerã mostra Trump afogando-se, acompanhado pelo primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth.
Essas ações ocorrem em meio a reportagens do Wall Street Journal e outros jornais americanos que indicam que Israel compartilhou informações de inteligência com a Casa Branca, alertando sobre um plano iraniano para assassinar Trump. Manifestações pedindo a morte do republicano já se tornaram comuns em Teerã, como evidenciado nas cerimônias fúnebres de Ali Khamenei, onde multidões carregaram faixas com os mesmos dizeres vistos nos outdoors atuais.
