Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou nesta terça-feira (30) a detecção de dois novos casos de sarampo no estado, elevando para sete o número total de infecções confirmadas em 2026. Os novos registros ocorreram na capital paulista, em área próxima a Guarulhos.
Uma das pacientes é uma mulher de 20 anos, mãe de um dos bebês diagnosticados com a doença na semana anterior. O outro caso confirmado é de uma criança de 6 meses. Em ambos os novos casos, não há registro de vacinação.
A semana anterior já havia registrado a confirmação de três casos na capital, todos em bebês com idades entre 6 meses e 1 ano. A origem exata da infecção ainda está sob investigação do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), em colaboração com o Ministério da Saúde. As informações foram divulgadas pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.
Recomendação de vacinação é ampliada
Desde a última quinta-feira (25), a Secretaria da Saúde de São Paulo recomenda a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para bebês com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, nas cidades de São Paulo e Guarulhos. Essa medida também pode ser utilizada em ações de bloqueio vacinal em áreas com casos suspeitos ou confirmados, conforme avaliação epidemiológica das autoridades de saúde.
É importante notar que a dose zero não substitui o esquema vacinal de rotina previsto no Calendário Nacional de Vacinação. Crianças que recebem essa dose adicional devem, posteriormente, completar o esquema com a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses, preferencialmente com a vacina tetraviral, que também protege contra a varicela.
Contexto da certificação e vigilância
O Brasil havia sido certificado como país livre do sarampo em novembro de 2024, título que havia sido perdido em 2018 após um surto expressivo. A nova certificação foi concedida após o registro do último caso autóctone (contraído por transmissão local) em junho de 2022, no Amapá. Casos importados isoladamente não ameaçam a certificação, mas a transmissão sustentada dentro do território brasileiro, que leva à geração de novos contágios em solo nacional, sim.
A secretaria estadual de saúde informou que está trabalhando para interromper a circulação do vírus por meio de vigilância epidemiológica e intensificação das campanhas de vacinação. A pasta orienta a população a procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar o status vacinal e atualizar a imunização, se necessário. Atualmente, a cobertura vacinal contra o sarampo no estado de São Paulo está abaixo da meta de 95%, registrando 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda dose.
Quem deve se vacinar
A dose zero da vacina tríplice viral é indicada para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo e Guarulhos, podendo também ser aplicada em ações de bloqueio vacinal. Crianças devem receber a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda aos 15 meses (preferencialmente com a tetraviral). Pessoas de 5 a 29 anos devem ter duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Indivíduos de 30 a 59 anos precisam de pelo menos uma dose. Trabalhadores da saúde devem ter duas doses, independentemente da idade.
