Brasileiros são presos em veleiro com 500 kg de cocaína nas Ilhas Canárias
Brasileiros são presos em veleiro com 500 kg de cocaína nas Ilhas Canárias

Brasileiros são presos em veleiro com 500 kg de cocaína nas Ilhas Canárias

Operação conjunta apreende grande quantidade de entorpecentes em alto mar Autoridades espanholas realizaram a apreensão de aproximadamente 500 quilos de cocaína em um veleiro que navegava em águas do Atlântico Norte. A embarcação foi interceptada a mais de 640 quilômetros ao sul das Ilhas Canárias, resultando na prisão de três tripulantes: dois brasileiros e um […]

Resumo

Operação conjunta apreende grande quantidade de entorpecentes em alto mar

Autoridades espanholas realizaram a apreensão de aproximadamente 500 quilos de cocaína em um veleiro que navegava em águas do Atlântico Norte. A embarcação foi interceptada a mais de 640 quilômetros ao sul das Ilhas Canárias, resultando na prisão de três tripulantes: dois brasileiros e um marroquino. A informação foi divulgada pelo Ministério da Fazenda espanhol.

A operação foi conduzida pelo navio de Operações Especiais Petrel I, do Serviço de Vigilância Aduaneira da Agência Tributária espanhola, em colaboração com a Guarda Civil e a Polícia Nacional da Espanha. A interceptação ocorreu em meio a condições climáticas adversas, com ondas de até quatro metros e ventos fortes, o que exigiu dias de vigilância técnica antes da abordagem.

Conforme a Polícia Nacional espanhola, a interceptação fez parte da operação bilateral Pascal-Lino, uma ação conjunta entre o Serviço de Vigilância Aduaneira espanhol e a Receita Federal francesa. Posteriormente, a ação foi integrada à operação Azul, coordenada pela Polícia Judiciária de Portugal a partir do Centro de Análise contra o Narcotráfico Marítimo no Atlântico.

Apoio internacional e desafios na interceptação

A operação contou com um importante apoio internacional, com informações de inteligência fornecidas por serviços do Reino Unido, através da Agência Nacional do Crime, e dos Estados Unidos, por meio da Administração de Repressão às Drogas (DEA). A Frontex, agência europeia de controle de fronteiras, também contribuiu com dados.

O navio Petrel I foi direcionado à área onde o veleiro navegava após o recebimento das informações. A abordagem, no entanto, foi adiada para uma avaliação tática que minimizasse os riscos aos agentes. As condições de mar instável, ventos fortes e neblina impossibilitaram o uso de apoio aéreo e dificultaram a descida de embarcações auxiliares durante a ação, segundo a Agência Tributária espanhola.

Os três detidos, juntamente com a droga apreendida, foram levados ao porto de Las Palmas de Gran Canaria. Um dos brasileiros presos foi identificado como Marcelo Nabuco Zollinger, 36 anos, empresário baiano e sócio de uma empresa de equipamentos hospitalares. Em nota divulgada por seus advogados, Zollinger negou veementemente as acusações, afirmando que os fatos serão esclarecidos durante o processo criminal, que ainda não teve início. A defesa também invocou o princípio da presunção de inocência, mencionando que ainda não teve acesso aos autos da investigação.

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