Willemstad pulsa em azul pela Copa do Mundo
A ilha caribenha de Curaçao transformou a praça Wilhelminapark, em sua capital Willemstad, em um mar azul de esperança e celebração neste sábado (20). O empate em 0 a 0 contra o Equador, que garantiu o primeiro ponto da seleção na história das Copas do Mundo, foi comemorado como uma conquista épica, unindo moradores e turistas em uma festa contagiante.
Desde o fim da tarde, antes mesmo da bola rolar em Kansas City (EUA), a torcida já se reunia. Vestidos de azul, cor que simboliza a seleção, e munidos de bandeiras e apitos, os moradores de Curaçao, uma nação com pouco mais de 160 mil habitantes, demonstraram o orgulho de ver sua equipe disputando o torneio mundial.
O clima era de pura euforia, com pessoas se acomodando em cadeiras trazidas de casa, no chão ou em pé, todas unidas pelo desejo de vivenciar mais um momento histórico. A atmosfera de festa contrastava com a derrota expressiva para a Alemanha na estreia, um placar de 7 a 1 que não diminuiu o espírito de comemoração pela inédita participação no Mundial.
Um gol na Copa já é vitória
Para muitos curaçauenses, a simples participação na Copa do Mundo já representa uma vitória significativa. O empresário Clif Maduro, 42 anos, ressalta que marcar um gol contra a tetracampeã Alemanha, mesmo na derrota, foi um feito memorável. “Fazer um gol na Alemanha já foi uma vitória para nós. Mesmo perdendo o jogo, ganhamos só por estar no Mundial”, afirmou.
A administradora Julmarie Pieternella, 29 anos, compartilha desse sentimento de orgulho. Para ela, o significado de estar na Copa e ter marcado um gol transcende o resultado em campo. “O gol na Alemanha significou muito para nós, mesmo perdendo o jogo. Vamos continuar apoiando a nossa seleção”, declarou, exibindo tranças azuis e um apito para animar a torcida.
Turistas se unem à celebração
A energia contagiante dos moradores de Curaçao atraiu também turistas que estavam na ilha. O casal brasileiro Bethânia Cavalcanti, 46 anos, e Eros Cavalcanti, 50 anos, fez questão de acompanhar o jogo na praça. “A gente nem consegue descrever a energia desta noite. As pessoas estão vibrando com o jogo, a gente entra no clima e torce com eles”, comentou Bethânia.
Embora a partida contra o Equador tenha terminado sem gols, a torcedora vibrou com as defesas do goleiro Eloy Room, 37 anos, que foram cruciais para garantir o placar de 0 a 0. Ao apito final, a praça explodiu em emoção, celebrando o ponto conquistado, que para muitos, tinha o sabor de uma vitória.
“Estamos muito felizes. É como se tivéssemos ganhado o jogo”, concluiu Julmarie, resumindo o sentimento de conquista e união que tomou conta de Curaçao.
