Crise climática custa vidas: Estudo aponta 120 mil mortes evitáveis no Brasil em duas décadas
Crise climática custa vidas: Estudo aponta 120 mil mortes evitáveis no Brasil em duas décadas

Crise climática custa vidas: Estudo aponta 120 mil mortes evitáveis no Brasil em duas décadas

A mudança climática não é uma ameaça futura, mas uma realidade presente que cobra um preço alto em vidas humanas. Um levantamento recente aponta que, entre 2000 e 2019, aproximadamente 120 mil mortes no Brasil poderiam ter sido evitadas se medidas eficazes de combate às mudanças climáticas e adaptação aos eventos extremos tivessem sido implementadas. […]

Resumo

A mudança climática não é uma ameaça futura, mas uma realidade presente que cobra um preço alto em vidas humanas. Um levantamento recente aponta que, entre 2000 e 2019, aproximadamente 120 mil mortes no Brasil poderiam ter sido evitadas se medidas eficazes de combate às mudanças climáticas e adaptação aos eventos extremos tivessem sido implementadas.

O estudo, realizado pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), intitulado “Saúde e Ondas de Calor: Mortalidade, Morbidade e Implicações para o SUS no Brasil”, revela um cenário preocupante. Em média, cerca de 6.000 mortes evitáveis por ano foram atribuídas a problemas cardiovasculares e respiratórios diretamente ligados ao aumento das temperaturas, um número que, embora menor que as mortes por homicídio no mesmo período, é igualmente inaceitável.

A pesquisa ganha relevância ao evidenciar que os efeitos devastadores da crise climática já se manifestam há décadas, e não são um problema a ser enfrentado apenas no futuro. Essa constatação contrasta com a narrativa de negação e a falta de ações concretas, muitas vezes impulsionada por interesses econômicos, como no caso do agronegócio, que se beneficiou de políticas contrárias à ciência climática.

Os dados da Fiocruz/MCTI indicam uma tendência alarmante: enquanto os índices de homicídio no país têm apresentado queda, as mortes associadas a ondas de calor estão em ascensão. A previsão de um El Niño mais intenso agrava ainda mais esse quadro, representando uma péssima notícia para a saúde pública e a segurança.

É fundamental ressaltar que toda morte evitável deve ser prevenida, independentemente de sua causa. A indiferença diante das consequências da crise climática, assim como a negligência em outras áreas, como a gestão da pandemia de Covid-19, resultam em perdas irreparáveis e custos sociais e econômicos imensuráveis. O estudo serve como um alerta contundente para a urgência de políticas públicas eficazes e um compromisso coletivo com a sustentabilidade e a vida.

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