Proposta de encontro com Marinho visa manter diálogo político
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou, nesta quinta-feira (29), permissão ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o senador Rogério Marinho (PL-RN) possa visitá-lo em sua residência. Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está sujeito a medidas cautelares impostas pelo STF, que incluem a proibição de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026.
O pedido surge em um momento de movimentações políticas que envolvem o entorno do ex-presidente. Rogério Marinho foi o coordenador da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, que recentemente se mudou para os Estados Unidos com a família. A saída do país de Flávio ocorreu sem comunicação prévia a aliados e em meio a declarações polêmicas nas redes sociais, nas quais ele chegou a se autoproclamar “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e, posteriormente, “líder do Brasil”. Essas manifestações foram criticadas por Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, que também se reuniu com Bolsonaro nesta quinta-feira.
Restrições e contexto das visitas
A restrição atual para visitas a Bolsonaro foi determinada após Flávio divulgar uma carta de apoio do pai em sua disputa presidencial. Anteriormente, o próprio Flávio Bolsonaro ficou impedido de visitar o pai por 90 dias. Sua última visita ao ex-presidente ocorreu na segunda-feira (26), pouco antes de sua partida para os Estados Unidos. Marinho, por sua vez, classificou as acusações de Flávio sobre suposta “fraude eleitoral” como um “desabafo” e reforçou o discurso de que o senador seria alvo de perseguição, descrevendo-o como um “exilado político”.
No requerimento apresentado ao STF, a defesa de Bolsonaro sugere que a visita de Rogério Marinho ocorra nos dias 3, 4 ou 5 de novembro, com o horário a ser definido pelo relator do caso. A proposta busca manter canais de comunicação e discussão política em meio às restrições impostas pela Justiça.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela imprensa.
