TSE nega retirada de fiscais do PL de sala-cofre e rebate Flávio Bolsonaro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) utilizou seu serviço de checagem “Fato ou Boato” para desmentir a afirmação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que fiscais do Partido Liberal (PL) teriam sido retirados da sala-cofre da Corte no dia do segundo turno das eleições. Em nota oficial, o órgão classificou a alegação como “falsa” e identificou o senador como “candidato não eleito”.
Segundo o TSE, a sala-cofre, onde urnas eletrônicas passam por testes de integridade, não é aberta à visitação pública geral. No entanto, o tribunal assegura que todas as demais salas de acompanhamento e totalização permaneceram acessíveis aos fiscais partidários até a conclusão da divulgação dos resultados. Para comprovar a alegação, o TSE informou possuir filmagens da sala de totalização que demonstram o livre acesso dos representantes do PL durante todo o processo.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela assessoria de comunicação do Tribunal Superior Eleitoral.
Entenda a controvérsia da prorrogação do horário de votação
A polêmica teve início com os pedidos de prorrogação do horário de votação, que normalmente se encerra às 17h. O senador Flávio Bolsonaro acionou o TSE às 15h27, solicitando a extensão do prazo em 19 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando chuvas, alagamentos e falta de energia como justificativas. Antes disso, o PT já havia solicitado a prorrogação em municípios da Bahia devido a problemas na frota de ônibus.
O ponto crucial da controvérsia ocorreu às 16h22, quando o PL entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando demora injustificada por parte do TSE. Inicialmente, o pedido focava em alguns municípios, mas foi ampliado progressivamente, culminando em uma solicitação de prorrogação nacional.
Decisão de Zanin e repercussão
O pedido do PL foi direcionado ao ministro Edson Fachin, plantonista do STF na ocasião, que o encaminhou para distribuição. O caso chegou ao ministro Cristiano Zanin, que, pouco depois das 17h, decidiu pela prorrogação nacional da votação. A decisão gerou questionamentos, especialmente em seções eleitorais que já haviam encerrado suas atividades. Em resposta, Zanin emitiu uma determinação complementar, estabelecendo que apenas as urnas ainda em funcionamento continuariam a receber eleitores.
Após a confirmação da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro anunciou que pediria a anulação da votação, argumentando que a decisão de Zanin gerou insegurança nos resultados. Foi nesse contexto que o senador fez a acusação sobre a retirada dos fiscais da sala-cofre.
A reportagem buscou contato com a campanha de Flávio Bolsonaro para manifestação, e o espaço permanece aberto.
