Candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) divulgou em suas redes sociais um vídeo de campanha que emprega inteligência artificial para simular uma cena de prisão envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A peça publicitária utiliza uma paródia musical para apresentar críticas ao governo federal.
A animação, que viralizou no sábado (22), adapta a música “O nome dela é Jennifer”, de Gabriel Diniz, para “O nome dele é Zema”. No vídeo, Lula e os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes são retratados com uniformes de presidiários, dançando em uma cela. O jingle e as imagens associadas buscam fazer alusão a escândalos e denúncias envolvendo o governo e o entorno presidencial, como o escândalo do INSS, as investigações sobre o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), a alta dos preços dos alimentos e a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo próprio candidato em suas redes sociais.
Contexto de Tensões Anteriores
Esta não é a primeira vez que Zema entra em confronto com membros da Suprema Corte. Em maio, o ministro Gilmar Mendes moveu um processo contra o então governador de Minas Gerais por calúnia. A ação foi motivada por uma série de vídeos divulgados por Zema, intitulados “Os Intocáveis”, que retratavam ministros do STF como fantoches e faziam referência a suspeitas em torno do escândalo financeiro relacionado ao caso Master, envolvendo supostas ligações de ministros da Corte.
