Turistas estrangeiros injetam R$ 25 bilhões na economia brasileira em 2026
O Brasil registrou um desempenho histórico na arrecadação com turismo internacional nos primeiros cinco meses de 2026. Os visitantes estrangeiros deixaram cerca de R$ 25 bilhões no país, representando um crescimento de 11% em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados, compilados a partir de registros do Banco Central e da Embratur, indicam que, mesmo sem um aumento expressivo no número de visitantes, o faturamento total cresceu significativamente. Esse aumento é atribuído a uma maior duração das estadias e à busca por experiências diversificadas por parte dos viajantes.
A Argentina se consolida como o principal emissor de turistas para o território brasileiro, com quase 2 milhões de entradas registradas entre janeiro e maio. Em seguida, aparecem o Chile, com aproximadamente 421 mil visitantes, e os Estados Unidos, com 338 mil. Enquanto os argentinos frequentemente utilizam as fronteiras terrestres no Sul do país, além de voos para o Rio de Janeiro e São Paulo, os norte-americanos chegam predominantemente por via aérea.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Banco Central e pela Embratur.
Câmbio favorável e novas experiências impulsionam gastos
Um dos fatores cruciais para o aumento da arrecadação é o câmbio. A desvalorização da moeda brasileira em relação ao dólar e ao euro torna o Brasil um destino financeiramente atrativo para turistas internacionais. Para quem vem do hemisfério norte, uma viagem ao Brasil pode ter um custo semelhante a destinos mais próximos, oferecendo um excelente custo-benefício devido à vasta oferta de roteiros turísticos a preços competitivos.
O comportamento dos viajantes também mudou. Observa-se um prolongamento das viagens, com turistas que antes se limitavam a grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, agora explorando novas regiões. Há uma tendência crescente de visitação a cidades históricas, praias e polos de ecoturismo localizados a poucas horas dos principais eixos turísticos. Essa expansão para destinos menos tradicionais contribui para uma distribuição mais equitativa da receita turística pelo país e eleva o gasto médio por visitante.
Diversificação de destinos e busca por roteiros personalizados
Embora Rio de Janeiro e São Paulo continuem a concentrar o maior fluxo de turistas devido à infraestrutura consolidada, destinos no Nordeste e voltados para o turismo de natureza vêm ganhando destaque. Cidades como Natal e Recife registram crescimento em sua preferência, enquanto locais como a Amazônia, Bonito (MS) e os Lençóis Maranhenses (MA) atraem um público que busca roteiros mais personalizados e experiências imersivas. Nessas viagens, o contato com a cultura local, a gastronomia típica e o turismo de aventura emergem como as principais atividades geradoras de receita, demonstrando um interesse crescente por vivências autênticas.
