Nova frustração para o Starship
Exatamente uma semana após ter seu 13º teste abortado na contagem regressiva, a SpaceX voltou a suspender o lançamento do megafoguete Starship. Desta vez, a razão para o adiamento foram as condições climáticas desfavoráveis. A empresa de Elon Musk agora trabalha para realizar a decolagem nesta sexta-feira (24), com a janela de lançamento prevista para iniciar às 19h45 e com duração de 90 minutos, a partir de Starbase, no Texas.
No último dia 16, a contagem regressiva chegou ao fim, mas o foguete não deixou a plataforma. Quatro dos 33 motores do propulsor Super Heavy, o primeiro estágio do foguete, apresentaram falhas, o que acionou um comando automático de desligamento e adiou o voo de teste.
Elon Musk informou via X que dois motores Raptor do propulsor seriam substituídos para garantir a confiabilidade do voo, mas não detalhou a causa das falhas anteriores. Adiamentos são comuns no desenvolvimento do Starship, cujos voos de teste iniciaram em abril de 2023. No entanto, a recente abertura de capital da SpaceX adiciona uma nova camada de pressão, com as ações da empresa sofrendo quedas após os contratempos.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela SpaceX.
Objetivos e modificações para o 13º teste
Os objetivos do 13º teste do Starship serão semelhantes aos do voo anterior, em maio deste ano. A principal novidade é a inclusão de 20 satélites Starlink a bordo, um avanço em relação às peças simuladas utilizadas na missão passada. O megafoguete, que combina o propulsor Super Heavy com a espaçonave Starship, totaliza 124 metros de altura.
O plano geral para este novo teste envolve o lançamento, a separação dos estágios cerca de dois minutos após o início do voo, e uma descida controlada de ambos os componentes na água. O Super Heavy deverá pousar no Golfo do México, uma mudança em relação aos testes anteriores que utilizavam plataformas.
A SpaceX realizou alterações no veículo para corrigir falhas observadas no voo anterior, como inconsistências na ignição dos motores do segundo estágio e a perda de um deles logo após a separação. Problemas na ignição de cinco motores do Super Heavy também foram apontados.
Starlink e o futuro do programa Artemis
Durante o voo, a Starship tentará implantar os 20 satélites Starlink em órbita. Seis desses satélites estarão equipados com câmeras para analisar o escudo térmico do segundo estágio, e haverá uma tentativa de conectá-los à rede existente. Ao final da missão, prevista para durar cerca de uma hora e cinco minutos, a Starship deverá mergulhar no Oceano Índico.
O desenvolvimento do Starship é acompanhado de perto pela NASA, que planeja utilizar versões modificadas do foguete para o programa Artemis, com o objetivo de retornar humanos à Lua. A missão Artemis 3 está prevista para o próximo ano, enquanto a Artemis 4, que levará astronautas de volta à superfície lunar, está planejada para 2028.
O megafoguete também desempenhará um papel crucial na expansão da constelação de satélites Starlink, que já conta com 10 mil equipamentos em órbita, com planos de lançamento de mais 10 mil anualmente.
