Novo caso de sarampo acende alerta em São Paulo
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta terça-feira (28) mais um caso de sarampo na capital, elevando para 14 o número de registros da doença na cidade em 2026. O novo paciente é um bebê com menos de um ano, morador da zona norte, que não possui histórico de vacinação. A confirmação reforça a necessidade de vigilância e intensificação das campanhas de imunização contra a doença.
Diante do aumento de casos, as autoridades de saúde reiteram a importância da vacinação como principal forma de prevenção. A dose zero da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é recomendada para bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias que residem em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. É fundamental ressaltar que esta dose inicial não substitui o esquema vacinal de rotina.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Campanhas de vacinação ampliadas
O calendário nacional de vacinação prevê a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses de idade e a segunda dose, preferencialmente da vacina tetraviral (que inclui proteção contra varicela), aos 15 meses. No entanto, diante do cenário epidemiológico atual, a Secretaria da Saúde estendeu a recomendação para que crianças, adolescentes e adultos que não completaram o esquema vacinal procurem a unidade de saúde mais próxima para atualizar suas cadernetas.
Quem deve se vacinar?
Uma campanha especial de vacinação contra o sarampo está em andamento na capital paulista, em São Bernardo do Campo e em Guarulhos, desde 3 de agosto até 1º de setembro. Durante este período, pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos podem ser vacinadas, independentemente de terem sido vacinadas anteriormente ou de apresentarem comprovante de vacinação. A orientação é que todas as pessoas nessa faixa etária recebam o imunizante, mesmo que já tenham o esquema completo com as duas doses recomendadas da tríplice viral. A medida também abrange pessoas que trabalham nessas três cidades.
A cobertura vacinal atual para a primeira dose da tríplice viral em 2026 é de 77,5%, e para a segunda dose, de 65,5%. A meta estabelecida é de 95% para ambas as doses. O esquema vacinal padrão para outras regiões do Brasil inclui duas doses da tríplice viral para pessoas de 1 a 29 anos, e ao menos uma dose para adultos de 30 a 59 anos. Profissionais de saúde devem comprovar duas doses, independentemente da idade.
