República Democrática do Congo registra mais de 3.000 casos de Ebola em surto persistente
A República Democrática do Congo (RDC) registrou um total de 3.075 casos de Ebola, incluindo 1.354 mortes, desde o início da 17ª epidemia do vírus no país, declarada oficialmente em 15 de maio. A marca de 2.000 casos confirmados foi superada em meados de julho, indicando uma aceleração na propagação da doença nas últimas semanas. Os dados foram divulgados por autoridades congolesas neste domingo (26).
O surto está concentrado no leste da RDC, uma região que tem enfrentado décadas de conflitos armados, o que dificulta os esforços de contenção e tratamento. O epicentro da crise atual localiza-se na província de Ituri, no nordeste do país, que faz fronteira com Sudão do Sul e Uganda. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), Ituri responde por aproximadamente 90% dos casos confirmados.
A epidemia em curso é provocada pelo vírus Bundibugyo, uma cepa para a qual não existem vacinas ou tratamentos específicos disponíveis, o que aumenta a complexidade do combate à doença. A RDC já vivenciou outras epidemias de Ebola, sendo a mais letal registrada entre 2018 e 2020, com cerca de 2.300 mortes em aproximadamente 3.500 casos.
A doença, transmitida pelo contato com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, causa febre hemorrágica e tem um histórico de alta letalidade. Em 50 anos, o Ebola já causou mais de 15.000 mortes em todo o continente africano. As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela AFP e autoridades congolesas.
