STF sob fogo: Proibição de visita de Milei a Bolsonaro gera críticas e reforça imagem de autoritarismo
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir o presidente da Argentina, Javier Milei, de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem intensificado a percepção de que a Corte age de forma autoritária no cenário internacional. Nos últimos anos, decisões de tribunais estrangeiros já reverteram medidas do STF contra figuras ligadas à direita, invocando princípios como liberdade de expressão e devido processo legal, o que alimenta a narrativa de perseguição política.
Episódios como a negativa dos Estados Unidos em extraditar o jornalista Allan dos Santos, decisões favoráveis ao blogueiro Oswaldo Eustáquio na Espanha, a extradição barrada da ex-deputada Carla Zambelli pela Itália e o refúgio concedido a condenados dos atos de 8 de janeiro na Argentina, somam-se ao caso Milei. Essas ocorrências criam um padrão que, segundo críticos, fragiliza a imagem da justiça brasileira no exterior.
As informações foram reunidas a partir de reportagens e declarações de juristas e parlamentares.
Críticas à decisão e percepção de viés político
Vera Chemim, professora de Direito Constitucional, avalia que a proibição a Milei reforça a percepção de autoritarismo do STF. Para ela, a decisão evidencia
