Petrobras avalia incluir cláusulas antifacção em contratos após classificação de grupos criminosos nos EUA
Petrobras avalia incluir cláusulas antifacção em contratos após classificação de grupos criminosos nos EUA

Petrobras avalia incluir cláusulas antifacção em contratos após classificação de grupos criminosos nos EUA

Petrobras estuda novas salvaguardas contratuais A Petrobras está em processo de análise para incorporar cláusulas antifacção em seus contratos, uma medida impulsionada pela recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A iniciativa visa reforçar a proteção da estatal em […]

Resumo

Petrobras estuda novas salvaguardas contratuais

A Petrobras está em processo de análise para incorporar cláusulas antifacção em seus contratos, uma medida impulsionada pela recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A iniciativa visa reforçar a proteção da estatal em suas operações, especialmente aquelas com envolvimento internacional.

Ricardo Wagner, diretor-executivo de Governança e Conformidade da Petrobras, explicou que a empresa já possui mecanismos de proteção em seus contratos, como cláusulas de direitos humanos e de combate à corrupção, que permitem a rescisão em casos de irregularidades. No entanto, a nova designação de organizações terroristas pela administração norte-americana apresenta um desafio inédito e exige a inclusão de proteções específicas.

“A gente está conversando bastante com a nossa área jurídica para ter algumas cláusulas de proteção. A gente já tem cláusulas de direitos humanos, cláusulas contratuais de questões envolvendo corrupção para a gente poder rescindir o contrato, de empresa que está envolvida em sanção comercial para não transacionar. Mas agora, com esse novo desafio da designação de organizações terroristas, e como a gente transaciona muito com o exterior, é importante que a gente também tenha esse tipo de cláusula para nos proteger”, declarou Wagner a jornalistas nesta terça-feira (14), após um evento do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP) no Rio de Janeiro.

Desafios na aplicação de novas cláusulas

Wagner ressaltou que a Petrobras, por não ser um órgão de investigação, enfrenta limitações como a impossibilidade de realizar quebras de sigilo ou interceptações. Apesar disso, a empresa afirma que suas análises de integridade em transações já são realizadas em sua máxima capacidade. A necessidade de aprimorar os contratos se alinha também à sanção de leis antifacção, buscando garantir que os negócios sejam realizados com parceiros e pessoas jurídicas que priorizem a integridade, assim como a própria Petrobras.

Contexto político da classificação nos EUA

A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas gerou repercussão no Brasil. Parlamentares de oposição elogiaram a medida, enquanto o governo expressou críticas, com setores da esquerda manifestando preocupação com o risco de a classificação ser utilizada como justificativa para uma intervenção estrangeira no país. Em paralelo, críticos apontam que a decisão teria sido influenciada pela visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca.

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