Lula propõe a Trump reunião informal com líderes da China e Rússia para buscar a paz
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou, em comício em Belo Horizonte nesta sexta-feira (21), ter sugerido ao ex-presidente americano Donald Trump a organização de um encontro informal com os líderes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin. A proposta, segundo Lula, visa discutir a paz mundial em um ambiente mais descontraído, utilizando a metáfora de “tomar um trago” ou “tomar um golo”, como costumava dizer o ex-vice-presidente José Alencar. A sugestão, que ironicamente ignora a abstinência alcoólica de Trump, busca aproximar lideranças de potências com relações tensas.
A conversa entre Lula e Trump, que durou cerca de uma hora e meia, abordou também outras questões bilaterais, incluindo tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil e justificativas americanas relacionadas a desmatamento e trabalho forçado. Lula afirmou ter contestado as políticas americanas e oferecido cooperação contra o crime organizado, mas repudiando ingerências externas. A iniciativa de buscar um diálogo direto com as grandes potências foi associada pelo presidente à soberania nacional, em um discurso que também teve tom eleitoral.
A ideia de “tomar um trago” como método de negociação não é nova para Lula, que a adota desde seus tempos de líder sindical e a tem aplicado em reuniões informais no Brasil. O presidente expressou estar “de saco cheio” das guerras e relatou ter conversado previamente com Xi Jinping e Vladimir Putin antes de contatar Trump. Seu objetivo é defender uma saída negociada para os conflitos e reforçar o protagonismo dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU na busca por soluções diplomáticas.
A Assembleia Geral da ONU, em setembro, foi apontada como uma oportunidade para a realização desse encontro informal, possivelmente na residência de Trump na Flórida, Mar-a-Lago. A proposta reflete a estratégia de Lula de buscar caminhos alternativos para a resolução de crises internacionais, apostando na força do diálogo direto e em ambientes menos formais para aproximar posições entre líderes de nações com visões divergentes sobre a ordem global.
