Lula projeta vitória e exalta Alckmin
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou confiança na vitória de sua chapa, composta por ele e o vice Geraldo Alckmin (PSB), nas eleições deste ano. Durante a convenção nacional do PSB, que oficializou Alckmin como candidato a vice, Lula declarou que o sucesso da campanha está garantido “mesmo se só errarmos daqui para frente”. Ele atribuiu essa segurança à “obra feita” durante o período em que estiveram no poder.
A aliança entre Lula e Alckmin, que foram adversários políticos por muitos anos, foi um dos pontos centrais do discurso. O presidente destacou a lealdade, a capacidade de trabalho e a honestidade de Alckmin, ressaltando a gratidão por tê-lo como vice. Lula brincou ao relatar a primeira conversa entre os dois, comparando o convite para vice a um primeiro encontro de namoro, onde não se teria “coragem” de propor algo tão sério de imediato.
Comparando seus vices, Lula fez uma menção especial a José Alencar, a quem descreveu como uma “obra prima de ser humano”, e reiterou o prazer de ter buscado a aliança com Geraldo Alckmin, seguindo conselhos de amigos.
As informações foram reunidas a partir de declarações divulgadas durante a convenção nacional do PSB.
Alckmin critica “extremistas” e slogans
Em seu pronunciamento, Geraldo Alckmin direcionou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao abordar o slogan “Deus, pátria, família e liberdade”. Alckmin classificou a expressão como um “bordão dos extremistas” e desconstruiu cada um de seus componentes. Ele argumentou que Deus representa amor e misericórdia, e não deve ser invocado para promover violência ou ódio, nem para justificar o planejamento de assassinatos contra eleitos democraticamente.
O vice-presidente também abordou o conceito de pátria, afirmando que “pátria não é entreguismo, não é trabalhar lá fora contra os interesses de nosso país”. Sobre liberdade, Alckmin declarou que não é possível falar em liberdade “querendo derrubar a democracia”. As declarações de Alckmin ocorrem em um contexto em que Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por sua suposta tentativa de golpe de Estado, que incluía o planejamento do assassinato de Lula, Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
