Primeira-dama ressalta papel de Marisa Letícia e defende sua própria atuação
Rosângela da Silva, a Janja, prestou uma homenagem à falecida Marisa Letícia Lula da Silva neste domingo (16), em um evento de lançamento da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo (SP). A declaração surge em um contexto de declarações anteriores da própria Janja, que afirmou em julho que o Brasil “nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente” antes dela, o que, segundo ela, gerou críticas da imprensa e da sociedade.
Durante seu discurso, Janja relembrou a importância de Marisa Letícia, casada com Lula de 1974 a 2017, e de outras mulheres que, embora não estivessem diretamente no “chão da fábrica” durante as greves de 1979, foram o “alicerce” para a luta por direitos trabalhistas. “Eram o alicerce para que seus maridos, sob a liderança desse homem que virou presidente, pudessem lutar por melhores salários e mais dignidade para suas famílias”, declarou a atual primeira-dama, destacando que essas mulheres, lideradas por dona Marisa, foram uma força essencial e muitas vezes esquecida.
Janja também fez questão de mencionar que Marisa Letícia foi responsável por bordar a primeira bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT). “A estrela da nossa bandeira, do nosso partido, traz à nossa memória o cuidado e o carinho de dona Marisa, foi ela quem bordou a primeira bandeira do PT. E é a ela que eu dedico toda a minha admiração, presidente Lula”, afirmou, dirigindo-se ao presidente.
Janja defende sua atuação e critica imprensa nacional
A homenagem ocorre após Janja ter declarado em entrevista em julho que se considera a única primeira-dama do Brasil a trabalhar “efetivamente”. Na ocasião, ela relatou ir diariamente ao Palácio do Planalto, participar de reuniões e ter uma agenda de trabalho ativa, algo que, segundo sua percepção, a sociedade e a imprensa não estavam acostumadas a ver. “Recebi muita crítica por parte da imprensa”, comentou a socióloga.
Janja também expressou sentir-se mais solicitada pela imprensa internacional do que pela nacional, que, em sua visão, estaria mais interessada em “fofocas” e informações “off” do que em seu trabalho como embaixadora da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) ou em iniciativas como o Pacto contra o Feminicídio. Ela classificou as críticas sobre seus gastos em agendas internacionais como uma “estratégia da extrema-direita” e “misoginia pura”.
Vale lembrar que o governo federal regulamentou recentemente a atuação da primeira-dama em agendas nacionais e internacionais, em resposta a questionamentos sobre transparência e gastos.
