Gilvan da Federal se torna réu no STF após desejar morte de Lula
Gilvan da Federal se torna réu no STF após desejar morte de Lula

Gilvan da Federal se torna réu no STF após desejar morte de Lula

Primeira Turma do STF aceita denúncia contra deputado por injúria ao presidente Lula A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (18) transformar o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) em réu em uma ação penal por suposto crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão […]

Resumo

Primeira Turma do STF aceita denúncia contra deputado por injúria ao presidente Lula

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (18) transformar o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) em réu em uma ação penal por suposto crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão ocorreu após o parlamentar ter declarado em abril de 2025, durante sessão da Comissão de Segurança Pública, que desejava a morte do presidente, chamando-o ainda de “descondenado” e “parceiro do crime”.

O caso gira em torno de declarações feitas pelo deputado durante a discussão de um projeto de lei que visava desarmar os seguranças de Lula e de ministros do governo. A ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, rejeitou o argumento da defesa de Gilvan da Federal de que suas falas estariam protegidas pela imunidade parlamentar. Ela destacou que as declarações foram feitas em redes sociais e não possuíam nexo com a atividade parlamentar ou com o debate legislativo em curso.

A subprocuradora-geral da República, Cláudia Sampaio Marques, defendeu o recebimento da denúncia, argumentando que o dolo, a intenção de ofender, estava caracterizado. “Foi uma manifestação vazia, totalmente dissociada do fato que estava sendo discutido. O objetivo foi exclusivamente agredir, desqualificar a pessoa do presidente”, afirmou a subprocuradora.

Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes acompanharam o voto da relatora. Moraes enfatizou que o deputado, em vez de discutir segurança pública, optou por “ofensa, em cima de ofensa” contra o presidente, citando inclusive “a doença do presidente” com “baixeza ofensiva gigantesca”. Ele ressaltou que o arquivamento do caso pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados não impede o andamento da instância penal.

Declarações e retratação do deputado

Gilvan da Federal, que era relator do projeto para desarmar seguranças presidenciais, expressou publicamente seu desejo de morte para Lula, argumentando que o atual governo prega o desarmamento do cidadão enquanto ele não poderia exercer o direito à legítima defesa. “Por mim, eu quero mais é que o Lula morra! Eu quero que ele vá para o quinto dos inferno. É um direito meu. Não vou dizer que vou matar o cara, mas eu quero que ele morra”, disse o parlamentar.

No dia seguinte às declarações, durante a sessão plenária, o deputado tentou se retratar. Ele afirmou que aprendeu com o pai a reconhecer erros e que, ao contrário do que disse, um cristão não deve desejar a morte de ninguém. Contudo, reiterou seu entendimento de que Lula deveria “pagar por seus crimes” e estar preso, mas reconheceu ter “exagerado” em sua fala e pediu desculpas ao presidente.

O ministro Flávio Dino comentou que, em 2007, quando era deputado, não existia um “mercado para bizarrices” nas redes sociais, onde cortes de vídeos com ofensas de parlamentares são compartilhados. O ministro Cristiano Zanin, que foi advogado de Lula, declarou-se impedido e não participou do julgamento.

Com a decisão da Primeira Turma, Gilvan da Federal se torna réu em ação penal. O arquivamento de uma representação contra o deputado pelos mesmos fatos no Conselho de Ética da Câmara não impede o avanço da ação penal no STF.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Supremo Tribunal Federal e pela imprensa.

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