Milhões de pessoas na Europa e em outras partes do mundo testemunharam um espetacular eclipse solar total nesta quarta-feira (12). O evento astronômico, onde a Lua se interpôs entre a Terra e o Sol, cobrindo temporariamente a estrela, proporcionou momentos de admiração e fascínio. Embora a totalidade tenha sido visível em uma faixa estreita do hemisfério norte, o fenômeno parcial pôde ser observado em diversas regiões da Europa, América do Norte e África Ocidental.
O eclipse teve início na Rússia por volta das 14h (horário de Brasília), seguindo uma trajetória que atravessou a Groenlândia e o Atlântico Norte. A linha de totalidade cruzou a Islândia, onde os óculos de proteção esgotaram-se dias antes da observação, e prosseguiu pela Espanha, cobrindo a parte noroeste do país até as Ilhas Baleares, no Mediterrâneo, onde o fenômeno completo encerrou-se por volta das 15h30. Fora dessa faixa, o espetáculo foi parcial, mas ainda assim capaz de cativar observadores em países como França, Canadá, Estados Unidos e na África Ocidental.
Relatos de emoção e assombro marcaram a experiência dos espectadores. Na Islândia, onde um eclipse total na capital, Reykjavik, não era visto desde 1433, turistas e locais se reuniram para testemunhar a raridade. “Fiquei arrepiado”, descreveu Glenn Rosa, um turista americano, ao observar a escuridão repentina. Na Espanha, onde a fase de totalidade durou menos de dois minutos em algumas áreas, a experiência foi igualmente impactante. “Quase comecei a chorar, subiu um calafrio pelo corpo, foi lindo”, compartilhou o cientista Alejandro Cuesta em Tarragona, destacando a visibilidade de manchas solares avermelhadas. A atmosfera em Colmenar Viejo, perto de Madri, mudou com o frescor e a luz tênue, levando espectadores a abraços e gritos de alegria.
O evento, além de ser um espetáculo para o público em geral, representou uma oportunidade valiosa para a comunidade científica. Cientistas puderam estudar a atmosfera solar e sua camada mais externa, buscando desvendar segredos sobre os ventos solares e o campo magnético da estrela. A NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) organizaram missões e transmissões ao vivo para acompanhar o fenômeno, incluindo o envio de aeronaves e balões para coleta de dados atmosféricos. A Península Ibérica, que não via um eclipse solar total desde 1912, aguarda outros eventos similares em 2027 e 2028.
Para os brasileiros, a expectativa se volta para eventos futuros. Em 6 de fevereiro do próximo ano, um eclipse solar anular será visível, com a totalidade do “anel de fogo” observável nos mares brasileiros e um eclipse parcial em terra. Além disso, um eclipse lunar parcial poderá ser visto em todo o Brasil entre 27 e 28 de agosto deste ano, conhecido popularmente como “Lua de sangue” devido à coloração avermelhada que o satélite adquire nesse tipo de alinhamento.
