Cuba volta a sofrer apagão geral em meio a crise energética e sanções americanas
Cuba volta a sofrer apagão geral em meio a crise energética e sanções americanas

Cuba volta a sofrer apagão geral em meio a crise energética e sanções americanas

Cuba registrou um apagão nacional em sua rede elétrica neste domingo (2), mergulhando o país na escuridão e evidenciando a persistente crise energética que afeta a ilha. A União Elétrica de Cuba (UNE), empresa estatal responsável pelo setor, informou em sua conta na rede social X (antigo Twitter) que houve uma “desconexão total” do sistema. […]

Resumo

Cuba registrou um apagão nacional em sua rede elétrica neste domingo (2), mergulhando o país na escuridão e evidenciando a persistente crise energética que afeta a ilha. A União Elétrica de Cuba (UNE), empresa estatal responsável pelo setor, informou em sua conta na rede social X (antigo Twitter) que houve uma “desconexão total” do sistema. O Ministério de Energia e Minas cubano anunciou posteriormente que os protocolos para restabelecer o serviço já haviam sido ativados, com a falha ocorrendo por volta das 22h43 do horário local.

Este incidente é o mais recente de uma série de colapsos na rede elétrica cubana, que tem sofrido cortes frequentes. Apenas 24 horas antes do apagão geral, cinco das 15 províncias do país já haviam ficado sem energia. Desde o início do ano, a ilha de 9,4 milhões de habitantes já presenciou seis apagões generalizados, totalizando 11 desde o final de 2024, segundo dados divulgados.

O governo cubano atribui a precariedade do sistema elétrico à escassez de combustível, em grande parte devido ao embargo imposto pelos Estados Unidos, que já dura mais de seis meses. A falta de insumos necessários para abastecer as usinas termelétricas, aliada ao envelhecimento da infraestrutura, tem sido apontada como a causa principal. As sete usinas termelétricas que formam a rede nacional operam há mais de 40 anos e apresentam diferentes níveis de deterioração.

Sanções e Crise de Combustível

Washington, que mantém um embargo econômico contra Cuba desde 1962, intensificou as sanções energéticas em janeiro deste ano, com o bloqueio de remessas de petróleo. Embora os Estados Unidos tenham permitido a chegada de um navio-tanque russo com 100 mil toneladas de petróleo bruto em março, essas reservas já se esgotaram, agravando a situação. A administração americana, por sua vez, argumenta que a crise energética cubana é resultado da má gestão econômica interna do governo da ilha.

Além do bloqueio petrolífero, a gestão do ex-presidente Donald Trump também apertou as sanções contra empresas estatais cubanas, levando diversas companhias estrangeiras a suspenderem suas operações no país. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, expressou no final de junho que as negociações com os Estados Unidos “não mostram progressos”, indicando um impasse nas relações diplomáticas e econômicas que impactam diretamente a capacidade de Cuba de manter sua infraestrutura energética funcionando adequadamente.

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