Em um relato publicado nas redes sociais, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL) descreveu sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Segundo Carlos, o pai está “consciente” e “bem”, mantendo um “pacto” de que a família fique bem enquanto ele está recolhido. “A gente brincou bastante, está feliz com o que está acontecendo no Brasil, com a possibilidade que a gente pode evoluir”, declarou Carlos, citando o pai.
O senador eleito também comentou sobre o estado físico de Jair Bolsonaro, mencionando que ele se encontra “um pouco fragilizado”. Carlos Bolsonaro explicou que o cárcere pode levar à “debilitação de movimentação”, com o indivíduo ficando “magro, os músculos mais frágeis, a barriga maior um pouco”. Ele expressou a esperança de que não se trate de “nada de mais grave”.
Jair Bolsonaro, segundo o filho, “pediu para deixar um abraço para o Brasil inteiro” e expressou estar com “saudade de todo mundo”. Carlos Bolsonaro informou que pretende visitar o pai novamente na próxima quarta-feira (14).
Restrições e Pedidos de Reversão
A visita de Carlos Bolsonaro ocorre em um contexto de restrições impostas a Jair Bolsonaro. O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) está proibido de ver o pai desde 13 de julho, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Após o primeiro turno das eleições, a defesa de Bolsonaro solicitou a retomada das visitas, um pedido que ainda aguarda análise do ministro. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente ao pedido na última terça-feira (6).
Em 17 de julho, Alexandre de Moraes estendeu a proibição para “visitas com finalidade político-eleitoral” até o fim das eleições de 2026, além de vetar a “divulgação de manifestos políticos eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”. Essa medida veio após Carlos Bolsonaro divulgar uma carta do pai nas redes sociais.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária e está sujeito a diversas medidas cautelares, incluindo a proibição de manifestações nas redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados por fontes jornalísticas.
