Lula envia autorização para quebra de sigilo e ataca Flávio Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (19) que enviará uma autorização formal ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, para a abertura de seu sigilo telefônico e bancário, bem como o de seus cinco filhos. A medida é um movimento de transparência em meio à campanha eleitoral e um desafio direto ao seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Em um ato de campanha em Porto Alegre (RS), Lula declarou a necessidade de “acabar com a história de ficar chamando gente honesta de ladrão”. Ele enfatizou que a biografia de ambos é conhecida pelo eleitorado e que não aceita ser rotulado como corrupto por seu oponente. O petista fez referência ao ato de Flávio Bolsonaro durante o debate da TV Band, quando o senador mostrou em sua mão um papel com a inscrição “corrupto” e as letras “PT” dentro de um quadrado, afirmando que “corrupto tem duas letrinhas: ‘PT'”.
Lula defendeu a divulgação de informações financeiras para que os eleitores possam comparar o patrimônio dos candidatos e tomar uma decisão informada no momento do voto. “Eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão nesse país”, declarou o presidente.
Troca de acusações e sigilo em debate
Durante o debate da Band, Lula já havia cobrado a quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro, que ironizou a proposta. O senador afirmou que suas contas sempre estiveram abertas e declaradas à Receita Federal, e que não possui celular, o que tornaria a quebra de sigilo telefônico inócua. Ele também alegou ter rebatido “várias mentiras” ditas por Lula.
Um dos filhos do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto tráfico de influência. A defesa de Lulinha nega as irregularidades. Questionado sobre o assunto, Lula tem reiterado que não interferirá nas investigações e que não haverá privilégios.
