TSE determina que vice de Flávio Bolsonaro apague vídeo que associa Lula ao crime organizado
TSE determina que vice de Flávio Bolsonaro apague vídeo que associa Lula ao crime organizado

TSE determina que vice de Flávio Bolsonaro apague vídeo que associa Lula ao crime organizado

Vice de Flávio Bolsonaro é obrigado a retirar publicações difamatórias contra Lula O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, remova, em até 24 horas, vídeos publicados em suas redes sociais (Instagram e Facebook) que associam o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula […]

Resumo

Vice de Flávio Bolsonaro é obrigado a retirar publicações difamatórias contra Lula

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, remova, em até 24 horas, vídeos publicados em suas redes sociais (Instagram e Facebook) que associam o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao crime organizado e a um homicídio ocorrido em Pernambuco. A decisão liminar, proferida pela ministra Estela Aranha, atende a uma representação movida pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais e pelo próprio Lula por propaganda eleitoral irregular. A ordem judicial também impede que Gaspar republique o conteúdo impugnado ou material com teor similar até o julgamento final pelo Plenário do TSE.

A controvérsia se originou de uma publicação de Gaspar em 11 de outubro, onde ele compartilhou uma reportagem sobre o assassinato de um empresário em Pernambuco, que teria organizado uma carreata em apoio a Flávio Bolsonaro. O vice de Bolsonaro acrescentou a legenda: “Gravíssimo! O crime organizado tem lado na eleição presidencial, apoia Lula. Chega de impunidade!”.

Associação inverídica sem amparo factual, segundo a relatora

Em sua análise, a ministra Estela Aranha ressaltou que a própria reportagem exibida no vídeo indicava que o caso estava em apuração, com informações em desenvolvimento e sem autoria ou motivação definidas. Segundo a relatora, a conduta de Gaspar ao atribuir o homicídio ao crime organizado e vinculá-lo à candidatura de Lula transmitiu uma conclusão irreal, sem respaldo nas informações jornalísticas utilizadas. A ministra avaliou que tal prática extrapolou os limites da liberdade de expressão e da crítica política, com potencial para induzir o eleitorado ao erro e atingir a honra e a imagem do candidato petista.

“Não se trata de impedir a divulgação de notícias sobre o homicídio ou o debate acerca da segurança pública, mas de reconhecer que a legenda acrescentada ao vídeo transmite conclusão que não decorre das informações jornalísticas utilizadas, com potencial para induzir o eleitorado em erro e atingir a honra e a imagem do candidato”, fundamentou a ministra em sua decisão.

Segunda determinação de remoção em uma semana

Este é o segundo episódio em que Alfredo Gaspar é obrigado a remover conteúdos veiculados sem comprovação contra o candidato petista. Na semana anterior, o ministro Marco Aurélio Bellizze já havia determinado que o candidato a vice apagasse um vídeo em que acusava Lula de cobrar R$ 1 bilhão em propina. Na ocasião, o magistrado considerou que a gravação atribuía falsamente a prática de crimes graves sem o devido suporte probatório.

Até o momento, o candidato Alfredo Gaspar não se manifestou sobre as determinações. O espaço permanece aberto para sua manifestação.

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