EUA descarta risco de execução pública gerar mártires

EUA descarta risco de execução pública gerar mártires

Secretário de Segurança Nacional dos EUA, Markwayne Mullin, afirmou que a transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan, responsável pelo massacre na base militar de Fort Hood em 2009, não representaria um risco adicional à segurança do país. A declaração surge em meio a críticas sobre a proposta, que prevê a transmissão pública do […]

Resumo

Secretário de Segurança Nacional dos EUA, Markwayne Mullin, afirmou que a transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan, responsável pelo massacre na base militar de Fort Hood em 2009, não representaria um risco adicional à segurança do país. A declaração surge em meio a críticas sobre a proposta, que prevê a transmissão pública do evento em dezembro.

Em entrevista à CBS News, Mullin declarou que não vê um risco maior em transmitir a execução de Hasan ao vivo. “Acho que as pessoas precisam entender que, se atacarem os Estados Unidos, iremos atrás delas e garantiremos que a punição seja proporcional ao crime”, disse o secretário, em resposta à preocupação de que o ato pudesse transformar o autor do massacre em um mártir. Ele acrescentou que “ninguém é obrigado a assistir se não quiser”.

Nidal Hasan, um psiquiatra do Exército de 56 anos, matou 13 pessoas e feriu mais de 30 em um ataque inspirado pela Al Qaeda na base de Fort Hood, Texas, em 2009. Se a execução ocorrer conforme planejado em 3 de dezembro, será a primeira vez desde 1945 que um militar americano é executado por um pelotão de fuzilamento. A proposta de transmissão pública foi apresentada na semana passada pelo secretário de Defesa e pelo Pentágono, mas o presidente Donald Trump evitou confirmar a iniciativa.

Críticas internacionais à proposta

A possibilidade de uma execução pública nos Estados Unidos gerou condenação de figuras públicas internacionais. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, classificou a ideia como “abominável” e declarou que “é algo que eu não gostaria de ver em nenhum lugar do mundo”. A repercussão negativa destaca o debate ético e moral em torno da medida, que busca, segundo o governo Trump, reforçar a firmeza na punição de crimes contra o país.

Mullin, por sua vez, elogiou a gestão de Trump, afirmando que o presidente “governa este país de forma muito, muito, muito direta e firme, está restaurando os valores dos EUA e nos levando de volta ao lugar em que o país deveria estar”. As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela CBS News e outras fontes jornalísticas.

Tags:

Veja Também

Derrotas eleitorais abalam o mito de Gilberto Kassab como grande estrategista

Derrotas eleitorais abalam o mito de Gilberto Kassab como grande estrategista

Calleri brilha com dois gols e São Paulo vence o Vitória no Morumbis

Chevrolet mantém 3º lugar em vendas, mas BYD ameaça com ascensão do Dolphin Mini

Chevrolet mantém 3º lugar em vendas, mas BYD ameaça com ascensão do Dolphin Mini

José Sarney segue na UTI após cirurgia para desobstrução intestinal

José Sarney segue na UTI após cirurgia para desobstrução intestinal

Cleitinho Azevedo se defende após críticas por vídeo com Alcolumbre

Cleitinho Azevedo se defende após críticas por vídeo com Alcolumbre