Flávio Bolsonaro aposta em redutos de Bolsonaro no Nordeste para ampliar votação
Flávio Bolsonaro aposta em redutos de Bolsonaro no Nordeste para ampliar votação

Flávio Bolsonaro aposta em redutos de Bolsonaro no Nordeste para ampliar votação

Estratégia de campanha busca capitalizar em eleitorado bolsonarista para reverter desvantagem histórica no Nordeste. O Nordeste será um dos principais palcos da estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) para a próxima disputa presidencial. A campanha pretende concentrar esforços em cidades onde o ex-presidente Jair Bolsonaro obteve seus melhores desempenhos em 2022, na tentativa de transformar […]

Resumo

Estratégia de campanha busca capitalizar em eleitorado bolsonarista para reverter desvantagem histórica no Nordeste.

O Nordeste será um dos principais palcos da estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) para a próxima disputa presidencial. A campanha pretende concentrar esforços em cidades onde o ex-presidente Jair Bolsonaro obteve seus melhores desempenhos em 2022, na tentativa de transformar a base de apoio bolsonarista em votos para seu filho. A região, que representa 27,4% do eleitorado brasileiro, historicamente se mostrou um reduto eleitoral para o Partido dos Trabalhadores (PT), com Luiz Inácio Lula da Silva obtendo 69,34% dos votos válidos no segundo turno de 2022.

Pesquisas recentes indicam que a vantagem de Lula no Nordeste se mantém expressiva. Um levantamento da Quaest, divulgado em meados de agosto, aponta que, em um eventual segundo turno, o petista teria 61% das intenções de voto na região, contra 26% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 35 pontos percentuais. No cenário nacional, a disputa se apresenta mais acirrada, com Lula ligeiramente à frente em um confronto direto com Flávio. Diante disso, o PL avalia que qualquer crescimento no Nordeste pode ser crucial em uma eleição projetada para ser decidida voto a voto.

A estratégia do PL em estados como a Paraíba já está em curso, com o partido apoiando candidaturas de peso, como a do senador Efraim Filho ao governo estadual e do ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga ao Senado. “Flávio precisa fortalecer a sua candidatura nacional no Nordeste e não tenho dúvida de que a Paraíba é uma vitrine para essa caminhada”, declarou Efraim Filho. A campanha também aposta na figura do vice, Alfredo Gaspar (PL), alagoano e com experiência regional, para criar uma conexão mais direta com o eleitorado nordestino. Gaspar defende que o discurso de Flávio seja associado ao desenvolvimento, segurança e geração de oportunidades na região.

Explorando a herança bolsonarista e a segurança pública

A campanha de Flávio Bolsonaro pretende replicar o sucesso de Jair Bolsonaro em municípios específicos. Um exemplo citado é São Bento, na Paraíba, onde o ex-presidente obteve 44,48% dos votos válidos em 2022. A ideia é transformar esses redutos em pontos de alta prioridade na agenda de Flávio. A previsão é de que o próprio Flávio intensifique suas visitas à região em setembro, dependendo do andamento da campanha.

Além do apelo à base bolsonarista, a segurança pública é apontada como uma das frentes de exploração pela campanha do PL para angariar votos no Nordeste. A região concentra um número expressivo de cidades com altas taxas de Mortes Violentas Intencionais (MVI), segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Bahia, Ceará, Pernambuco e Paraíba lideram o ranking, com municípios como Maranguape (CE) e Eunápolis (BA) no topo da lista. O plano de governo do PL propõe medidas de endurecimento contra o crime organizado, incluindo a classificação de facções e milícias como organizações terroristas, além da ampliação do sistema prisional.

A campanha também apresenta propostas para o desenvolvimento regional, como segurança hídrica, expansão da infraestrutura, a conclusão da Transnordestina e a criação do Trem do Nordeste, além de investimentos em energia limpa e tecnologia. “O governo Flávio Bolsonaro vai levar o Nordeste para a economia do século XXI. Nós vamos manter programas assistenciais, mas vamos oferecer a mais, a profissionalização”, defendeu Alfredo Gaspar. A pesquisa Quaest foi realizada presencialmente com 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais.

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