Missão frustrada: Nasa e startup desistem de rebocar telescópio avariado no espaço
Missão frustrada: Nasa e startup desistem de rebocar telescópio avariado no espaço

Missão frustrada: Nasa e startup desistem de rebocar telescópio avariado no espaço

Nasa e Katalyst Space Technologies encerram esforços para salvar telescópio espacial A missão conjunta da NASA e da startup Katalyst Space Technologies para resgatar o Observatório Neil Gehrels Swift foi oficialmente cancelada. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (19), marcando o fim das esperanças de salvar o telescópio espacial, avaliado em US$ 500 milhões (aproximadamente […]

Resumo

Nasa e Katalyst Space Technologies encerram esforços para salvar telescópio espacial

A missão conjunta da NASA e da startup Katalyst Space Technologies para resgatar o Observatório Neil Gehrels Swift foi oficialmente cancelada. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (19), marcando o fim das esperanças de salvar o telescópio espacial, avaliado em US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,6 bilhões).

A espaçonave Link, desenvolvida pela Katalyst e lançada em julho deste ano com o objetivo de rebocar o Swift, apresentou falhas técnicas críticas logo após seu lançamento. A nave começou a girar descontroladamente a poucos quilômetros do telescópio, com problemas em duas de suas três rodas de reação, essenciais para a orientação, e operação inconsistente de seus propulsores de controle. A expectativa era que a Link pudesse agarrar o telescópio com seus braços robóticos e elevá-lo a uma órbita segura.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Reuters.

Desafios técnicos impediram a operação da espaçonave de resgate

O plano ambicioso previa que a espaçonave Link, com cerca de meia tonelada, se aproximasse do Observatório Swift e utilizasse três braços robóticos equipados com garras para capturá-lo. Uma vez seguro, o objetivo seria rebocá-lo para uma órbita a cerca de 600 km de altitude, o dobro da altura para a qual ele cairia naturalmente. No entanto, as falhas na Link tornaram a operação impossível.

O Observatório Neil Gehrels Swift, em operação desde 2004, tem sido fundamental na observação de galáxias distantes e buracos negros, embora tenha sido originalmente projetado para estudar explosões de raios gama. Sem capacidade de propulsão própria e com avarias, o telescópio está destinado a se desintegrar na atmosfera terrestre até o final deste ano.

Missão de alto risco e retorno não alcança seus objetivos

A NASA havia contratado a Katalyst Space Technologies em setembro do ano passado por US$ 30 milhões (cerca de R$ 155,8 milhões) para desenvolver e executar a missão de resgate. A startup conseguiu projetar, construir e testar a espaçonave em um prazo de nove meses, demonstrando sua capacidade de resposta. Contudo, a complexidade e o risco inerente a uma missão inédita, com prazo limitado pela atividade solar, acabaram por impedir o sucesso.

“Não é o resultado que almejávamos, mas isso não muda o motivo pelo qual valeu a pena tentar realizar esta missão”, declarou Jared Isaacman, administrador da NASA. Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da agência espacial, reforçou que a missão era de “alto risco e alto retorno” e uma tentativa pioneira, desenvolvida em tempo recorde.

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