Documentos revelam investigação dos EUA sobre suposto OVNI na Bahia em 1963
Documentos revelam investigação dos EUA sobre suposto OVNI na Bahia em 1963

Documentos revelam investigação dos EUA sobre suposto OVNI na Bahia em 1963

EUA divulgaram documentos sobre suposto objeto voador não identificado avistado na Bahia em 1963. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos tornou públicos documentos que detalham o acompanhamento diplomático e científico de um suposto incidente com um objeto voador não identificado (OVNI) ocorrido em Conde, na Bahia, em novembro de 1963. Os registros indicam que […]

Resumo

EUA divulgaram documentos sobre suposto objeto voador não identificado avistado na Bahia em 1963.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos tornou públicos documentos que detalham o acompanhamento diplomático e científico de um suposto incidente com um objeto voador não identificado (OVNI) ocorrido em Conde, na Bahia, em novembro de 1963. Os registros indicam que relatos de uma esfera metálica caindo na cidade repercutiram a ponto de gerar uma investigação por parte da embaixada americana no Rio de Janeiro.

O primeiro documento divulgado, datado de 13 de novembro de 1963, é uma transcrição de uma transmissão da Rádio Tupi do Rio de Janeiro. A reportagem descrevia relatos vindos da cidade baiana sobre a queda de uma grande esfera metálica que teria aberto uma cratera de quatro metros de profundidade. O objeto, segundo o relato, possuía aberturas em formato de janelas com vidros grossos, e em seu interior teria sido avistado um corpo humano vestindo trajes pesados com inscrições indecifráveis.

A repercussão dessas informações levou a Embaixada dos Estados Unidos no Rio de Janeiro a emitir um telegrama em 14 de novembro de 1963. Na comunicação, solicitava-se ao consulado em Salvador a confirmação ou correção dos detalhes sobre o achado de um “balão metálico” com um “tripulante morto”. Os dados coletados foram encaminhados à NASA e ao Departamento de Defesa para análise técnica. Na época, a Secretaria de Segurança Pública levantou a hipótese de um balão meteorológico, mas autoridades locais negaram a existência de qualquer objeto dessa natureza encontrado em solo.

Investigação concluiu que relato foi “fabricado”

O desfecho das apurações consta em uma correspondência datada de 20 de novembro de 1963. O documento oficializa que o relato sobre o OVNI teria sido “fabricado” no Rio de Janeiro. O então cônsul Harold Midkiff baseou sua conclusão em verificações realizadas por repórteres e investigadores que estiveram no local do suposto incidente e não encontraram qualquer evidência que comprovasse o evento.

O cônsul anexou à sua correspondência exemplares de jornais locais, o Diário de Notícias e o Jornal da Bahia, de 9 e 11 de novembro daquele ano, respectivamente. As publicações desmentiam o ocorrido. Além disso, o Ministério da Aeronáutica do Brasil negou categoricamente o evento. A única ocorrência notável, de acordo com a correspondência, foi o fato de um jornalista local ter utilizado um antigo transmissor de código Morse para enviar sua reportagem de Conde para Salvador, o que pode ter gerado a confusão ou o boato.

As informações foram reunidas a partir de documentos divulgados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

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