Vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, defende Fábio Luís Lula da Silva em meio a investigações e critica opositores.
O prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, afirmou nesta quarta-feira (5) que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, vive em “condições precárias” em Madri, na Espanha. Filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lulinha é alvo de três investigações que apuram suposto tráfico de influência. Quaquá declarou em entrevista ao portal Poder360 que Lulinha leva uma vida “espartana” e que, se tivesse cometido ilicitudes, “hoje era para eles estarem ricos de fato, ter uma Ferrari ou ser sócio de uma grande empresa”.
Segundo o dirigente petista, o estilo de vida de Lulinha na Espanha é compatível com o da “classe média”, longe da ostentação que se esperaria de alguém que se beneficiou indevidamente da posição do pai. Quaquá revelou ter conversado com o filho do presidente sobre as acusações, assegurando que, ao final dos processos, ficará claro que Fábio Lula “não é um cara rico, que não se utilizou do fato de ser filho do presidente da República para enriquecer”. O vice-presidente do PT admitiu que o caso gera “ruído” para a campanha de reeleição de Lula, criticando o que chamou de “falso moralismo” na política.
Críticas à escolha de vice na chapa adversária e defesa de Marcola
Quaquá também comentou a escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Gaspar, que foi relator da CPMI do INSS e pediu o indiciamento de Lulinha, foi classificado por Quaquá como um “estepe”, indicando que “ninguém quer embarcar na canoa furada do Flávio Bolsonaro”. O petista defendeu que o partido evite debates “falsos moralistas” e se concentre em propostas de desenvolvimento econômico e distribuição de renda.
O dirigente petista também saiu em defesa de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete e ex-secretário pessoal de Lula. Marcola admitiu ter feito um empréstimo privado com a empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal, tendo quitado a dívida com um repasse de R$ 249 mil. Quaquá defendeu a presunção de inocência e o sigilo das investigações, argumentando que não há irregularidade em empréstimos entre conhecidos, desde que haja comprovação de pagamento. Ele descreveu Marcola como uma pessoa “muito discreta e muito séria”. As informações foram reunidas a partir de declarações divulgadas pelo portal Poder360.
