Donald Trump volta a flertar com a ideia de um terceiro mandato presidencial, utilizando uma imagem gerada por inteligência artificial que o projeta em 2028. A Constituição americana, através da vigésima segunda emenda, estabelece um limite de dois mandatos para o cargo, independentemente de serem consecutivos ou não. As próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos estão previstas para 2028.
Dias após ser visto com um boné “Trump 2028”, o ex-presidente americano intensificou os sinais de uma possível nova candidatura ao compartilhar em sua rede social, Truth Social, uma arte digital que o retrata em frente a um grupo de apoiadores sorridentes com a inscrição “Trump 2028 – Make America Great Again”. Trump serviu como presidente de 2017 a 2021 e foi eleito novamente no final de 2024, com seu mandato atual encerrando-se no início de 2029.
As especulações sobre um terceiro mandato não são novas. Em conversas com jornalistas em outubro do ano passado, Trump expressou o desejo de concorrer novamente. Recentemente, durante um jantar com a imprensa, ele fez um comentário sugestivo: “Aprendemos muito sobre segurança e sobre os perigos. Mas, assim como na minha Presidência, a segunda vez é sempre melhor, sempre melhor. E a terceira vez será ainda melhor. Estou só brincando”. Além disso, cartazes em comícios e a venda de bonés com a mesma mensagem em sites oficiais da Trump Organization reforçam essa narrativa.
Caminhos e impedimentos legais para um terceiro mandato
A possibilidade de Trump desafiar a vigésima segunda emenda, buscando declará-la inconstitucional através da Suprema Corte, é um dos caminhos aventados. A presença de uma maioria conservadora na Corte, considerada simpática ao ex-presidente, poderia, teoricamente, viabilizar essa manobra. No entanto, juristas apontam que a décima segunda emenda já veda essa possibilidade, afirmando que “nenhuma pessoa constitucionalmente inelegível ao cargo de presidente [caso de Trump, que não pode mais concorrer] será elegível ao cargo de vice-presidente”.
Uma alternativa levantada por apoiadores seria a candidatura de Trump à Vice-Presidência, com o titular da chapa concordando em renunciar no primeiro dia de mandato, permitindo que Trump assumisse a presidência. O próprio ex-presidente, contudo, descarta essa hipótese, classificando-a como “ridícula” e “injusta” perante o eleitorado.
A alteração da Constituição americana, por sua vez, é considerada praticamente inviável. A aprovação de emendas à Carta Magna, datada de 1787, exige o aval de três quartos dos estados através de votação em seus Legislativos locais. Com o Partido Democrata controlando 19 dos 50 estados, a oposição democrata teria força suficiente para barrar qualquer tentativa de abolir o limite de mandatos, necessitando apenas de 13 estados para vetar a proposta.
Outro fator a ser considerado em qualquer cenário de permanência de Trump no poder é sua idade. Ao final de seu mandato atual, em janeiro de 2029, ele terá 82 anos e 7 meses, tornando-se o presidente mais velho da história dos Estados Unidos, superando Joe Biden, que deixou o cargo aos 82 anos e dois meses.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela rede social Truth Social e reportagens sobre o tema.
