Presidente ataca ex-mandatário e defende papel do banco no desenvolvimento nacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dirigiu críticas contundentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), classificando-o de “imbecil” nesta sexta-feira (24). A declaração ocorreu em resposta às acusações de uma suposta “caixa-preta” no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante o governo anterior. A fala foi proferida durante uma visita à fábrica da Avibras Aeroco, em Jacareí, no interior de São Paulo, onde Lula também abordou a importância do fortalecimento da indústria nacional de defesa e o aumento dos investimentos nas Forças Armadas.
Sem mencionar Bolsonaro nominalmente, Lula relembrou que o ex-presidente chegou ao poder com a promessa de expor irregularidades no BNDES, mas, segundo o atual presidente, não encontrou evidências para sustentar as alegações. “O imbecil ganhou as eleições e não achou caixa-preta. A caixa-preta estava na cabeça dele, que estava atrofiada de inteligência”, declarou o presidente durante seu discurso.
Em defesa da atuação do BNDES, Lula destacou que a instituição manteve uma gestão técnica mesmo sob os ataques da administração anterior. Ele ressaltou que o índice de inadimplência nas operações do banco é “quase zero”, reafirmando seu papel crucial para o desenvolvimento industrial do país. “O BNDES tem a maior competência para trabalhar com investimentos de longo prazo para a indústria brasileira”, afirmou.
Brasil precisa de soberania e capacidade de defesa, diz presidente
Durante o evento, o presidente Lula enfatizou a necessidade de expandir os investimentos na área de defesa. Ele argumentou que o Brasil deve preservar sua soberania e manter uma capacidade de resposta robusta diante de potenciais ameaças externas. Segundo ele, o fortalecimento militar deve ser direcionado para armamentos, inovação tecnológica e desenvolvimento científico.
Lula esclareceu que a ampliação da capacidade militar não visa estimular conflitos, mas sim garantir as condições para a preservação da paz e a proteção dos interesses nacionais. “A gente gosta de paz, mas não pode esquecer que há loucos no mundo querendo fazer guerra”, disse, defendendo o fortalecimento do setor de defesa brasileiro.
Para o presidente, o aumento dos investimentos nas Forças Armadas permitirá que o Brasil “possa andar de cabeça erguida”. Ele concluiu: “Sem nenhuma arrogância, falando em paz, mas preparado para não deixar ninguém meter nariz nesse país”. Os argumentos centrais para o aumento dos investimentos incluem o fortalecimento da indústria de defesa nacional, a ampliação das capacidades do Exército, Marinha e Aeronáutica, o desenvolvimento científico e tecnológico, a proteção do vasto território brasileiro e a defesa de sua extensa costa litorânea.
As informações foram reunidas a partir de declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita à fábrica da Avibras Aeroco.
