Light Pede Fim da Recuperação Judicial Após Aumento de Capital de R$ 1,5 Bilhão
Light Pede Fim da Recuperação Judicial Após Aumento de Capital de R$ 1,5 Bilhão

Light Pede Fim da Recuperação Judicial Após Aumento de Capital de R$ 1,5 Bilhão

A distribuidora de energia elétrica Light S.A. protocolou, na última quarta-feira (15), um pedido formal para o encerramento de sua recuperação judicial. A solicitação, que tramita na 3ª Vara Empresarial da Capital, foi impulsionada por um bem-sucedido aumento de capital, que captou R$ 1,5 bilhão, superando a meta mínima de R$ 1 bilhão estabelecida. Com […]

Resumo

A distribuidora de energia elétrica Light S.A. protocolou, na última quarta-feira (15), um pedido formal para o encerramento de sua recuperação judicial. A solicitação, que tramita na 3ª Vara Empresarial da Capital, foi impulsionada por um bem-sucedido aumento de capital, que captou R$ 1,5 bilhão, superando a meta mínima de R$ 1 bilhão estabelecida. Com essa operação, o capital social da companhia foi elevado para R$ 6,97 bilhões, distribuídos em mais de 611 milhões de ações. Os novos papéis foram registrados aos acionistas, mas estarão sujeitos a restrições de negociação até janeiro de 2029.

A empresa havia entrado com o pedido de recuperação judicial em maio de 2023, enfrentando um endividamento expressivo de R$ 11 bilhões. Segundo o plano de reestruturação, a crise financeira foi atribuída a uma combinação de fatores, incluindo o alto índice de furtos de cabos, a redução no consumo de energia decorrente da deterioração econômica na área de concessão e os impactos da pandemia de Covid-19. O documento também destaca a atuação de facções criminosas que dificultam o acesso de equipes de corte de energia em áreas de inadimplência e prejudicam o combate ao furto de energia, os chamados “gatos”, que em 2022 geraram um prejuízo estimado em R$ 550 milhões para a Light.

Desafios e Reestruturação Financeira

O comunicado ao mercado detalha que a restrição de acesso a áreas sob concessão, especialmente aquelas dominadas por grupos criminosos, impacta substancialmente o combate ao furto de energia e, consequentemente, as finanças do Grupo Light. Apesar dos investimentos reiterados para mitigar esses problemas, a situação tem potencial para comprometer a continuidade das concessões exploradas pela empresa.

Ao longo do processo de recuperação judicial, a Light conseguiu reestruturar cerca de R$ 2,2 bilhões em dívidas, convertendo-as em ações. Títulos emitidos no exterior também passaram por reestruturação. A recente injeção de capital, agora formalizada com o pedido de encerramento da recuperação, completa a estratégia para sanar o rombo financeiro. No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, indicando uma recuperação em seu desempenho financeiro.

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