Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou as redes sociais para expressar suas preocupações sobre a ligação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em um vídeo divulgado na última quinta-feira (9), o parlamentar classificou como “estranha” a proximidade entre membros da mais alta corte do país e a entidade máxima do futebol nacional.
Ferreira destacou que o filho de Gilmar Mendes, Francisco Schertel Mendes, ocupa o cargo de vice-presidente da Federação Matogrossense de Futebol e também integra o Comitê Disciplinar da FIFA como único membro brasileiro. “Estou para descobrir no que o STF ainda não botou seu dedo. Ministro do STF envolvido com CBF? Não casa, é muito estranho”, declarou o deputado no vídeo.
As declarações do parlamentar também abordaram a atuação dos ministros do Supremo, com críticas sobre o que ele considera uma extrapolação das atribuições constitucionais da Corte. Segundo Nikolas Ferreira, os magistrados deveriam se concentrar na análise de ações e na interpretação da Constituição Federal, em vez de se envolverem em debates que, em sua visão, fogem de suas competências.
Parceria entre IDP e CBF Academy
O deputado federal também fez um elo entre a relação de Gilmar Mendes e a CBF com as futuras eleições presidenciais de 2026. Ele ressaltou a importância da composição do Senado Federal, uma vez que a Casa tem a prerrogativa de processar pedidos de impeachment contra ministros do STF. Além disso, lembrou que o próximo presidente da República terá a capacidade de indicar novos integrantes para a Corte.
As críticas de Nikolas Ferreira se baseiam na atuação de familiares do ministro na estrutura do futebol brasileiro e em uma parceria firmada entre a CBF e o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado por Gilmar Mendes. Desde 2023, o IDP é responsável pela administração da CBF Academy, o braço educacional da confederação dedicado à formação de treinadores, árbitros, dirigentes e gestores esportivos. O acordo entre as instituições tem duração de dez anos.
As informações foram reunidas a partir de declarações divulgadas em redes sociais e notícias veiculadas por portais de informação.
