Secretário dos EUA comemora eliminação do Irã na Copa com "dancinha da felicidade"
Secretário dos EUA comemora eliminação do Irã na Copa com “dancinha da felicidade”

Secretário dos EUA comemora eliminação do Irã na Copa com “dancinha da felicidade”

Secretário de Segurança dos EUA celebra saída do Irã em torneio esportivo O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, declarou a jornalistas que comemorou a eliminação da seleção do Irã em um torneio esportivo com uma “dancinha da felicidade”. Segundo o jornal Sports Business Journal, Mullin afirmou estar “muito feliz que eles […]

Resumo

Secretário de Segurança dos EUA celebra saída do Irã em torneio esportivo

O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, declarou a jornalistas que comemorou a eliminação da seleção do Irã em um torneio esportivo com uma “dancinha da felicidade”. Segundo o jornal Sports Business Journal, Mullin afirmou estar “muito feliz que eles foram embora” e “muito contente por eles estarem voltando porque não houve uma única seleção com a qual lidamos mais do que com eles”. A declaração ocorreu após uma reunião sobre segurança em Washington.

Mullin detalhou que sua alegria se deu pela saída da equipe: “Estou apenas feliz que eles terminaram [a participação no torneio] e não vão voltar. Fiquei tão feliz quando conseguimos cancelar os vistos deles e dissemos que podiam deixar o solo americano, e talvez eu tenha cantado uma música ou duas ou até dançado uma dancinha da felicidade”, relatou o secretário.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Sports Business Journal e pelo New York Times.

Críticas e tensões diplomáticas marcam participação iraniana

A Federação de Futebol do Irã reagiu às declarações de Mullin com críticas contundentes. Em nota enviada ao New York Times, um porta-voz da entidade afirmou que “os iranianos estão acostumados com os maus-tratos e as mentiras de autoridades americanas, e ninguém no Irã ficou surpreso com esses comentários hostis”. A federação acusou as autoridades dos EUA de “não terem compromisso com as leis internacionais ou com os princípios esperados de uma nação capaz de organizar um evento esportivo mundial”.

Contexto de restrições e acusações mútuas

A participação da seleção iraniana no torneio foi marcada por polêmicas, em meio à tensão entre os Estados Unidos e o Irã. O governo americano impôs restrições aos deslocamentos dos jogadores, exigindo que o elenco deixasse o território americano logo após cada partida. Antes do início do evento, a equipe iraniana transferiu sua base de treinamento do Arizona para Tijuana, no México. A federação iraniana já havia manifestado insatisfação com o tratamento recebido, classificando a conduta dos Estados Unidos como “injusta e antidesportiva”.

Mullin também alegou que “quase metade” das pessoas que o Irã desejava trazer aos EUA para a Copa do Mundo possuíam ligação direta com a Guarda Revolucionária Islâmica, uma afirmação que a federação iraniana negou veementemente, declarando ser “completamente sem qualquer evidência”. O técnico do Irã, Amir Ghalenoei, expressou frustração com o tratamento recebido, pedindo à FIFA que intervenha para evitar que anfitriões tratem seleções de forma desfavorável no futuro.

Desempenho iraniano e mensagens de dignidade

Apesar dos obstáculos, a seleção iraniana empatou seus três jogos no grupo, terminando como a nona melhor equipe entre as terceiras colocadas, o que não foi suficiente para avançar à fase eliminatória. Após suas últimas partidas, a equipe deixou bilhetes nos vestiários para os anfitriões. Em Inglewood, Califórnia, após um empate sem gols com a Bélgica, a mensagem destacou a resiliência do “espírito do Irã” e a honra com que competiram. Em Seattle, outro bilhete ressaltou a importância do fair play e da dignidade, agradecendo a hospitalidade e o apoio dos iranianos.

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