EUA expulsam diplomata cubano após incidente na ONU
EUA expulsam diplomata cubano após incidente na ONU

EUA expulsam diplomata cubano após incidente na ONU

Diplomata cubano declarado persona non grata nos EUA após altercação em Nova York O governo dos Estados Unidos declarou persona non grata o primeiro secretário da missão cubana nas Nações Unidas, Richard Tur de la Concepción, determinando sua expulsão do país. A decisão foi comunicada à missão cubana na ONU na quarta-feira (28), um dia […]

Resumo

Diplomata cubano declarado persona non grata nos EUA após altercação em Nova York

O governo dos Estados Unidos declarou persona non grata o primeiro secretário da missão cubana nas Nações Unidas, Richard Tur de la Concepción, determinando sua expulsão do país. A decisão foi comunicada à missão cubana na ONU na quarta-feira (28), um dia após um confronto verbal entre o ministro das Relações Exteriores de Cuba e o embaixador dos EUA na ONU, Michael Waltz, durante uma sessão da Assembleia Geral. Concepción teria dado um tapa no celular de um funcionário americano que o filmava próximo ao salão principal da ONU.

O embaixador Michael Waltz relatou o incidente em redes sociais, acusando o diplomata cubano de “agredir” o americano. Em declarações posteriores à Fox News, Waltz afirmou que Concepción seria enviado de volta a Havana ainda no mesmo dia. O ocorrido em um ambiente formal como a ONU acontece em um momento de escalada de tensões entre Washington e Havana, com a administração Trump intensificando a pressão sobre o governo cubano.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Departamento de Estado dos EUA e relatados pela imprensa internacional.

Contexto de Tensão e Embargo

A expulsão do diplomata cubano reflete o ambiente de crescente antagonismo entre os dois países. O governo Trump tem adotado uma postura mais dura em relação a Cuba, buscando pressionar por reformas drásticas e, potencialmente, o colapso do regime comunista. Recentemente, o senador Marco Rubio, figura influente na política externa dos EUA em relação a Cuba, incentivou os cubanos a colaborarem com a CIA contra seu próprio governo. O próprio presidente Donald Trump chegou a mencionar em um comício que as forças americanas poderiam “cuidar de Cuba”.

Do lado cubano, o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, expressou confiança na resistência do país, afirmando que a política dos EUA em relação a Cuba tem falhado ao longo de 60 anos, enquanto a estratégia cubana de resistir e adaptar-se tem sido bem-sucedida.

O Incidente na Assembleia Geral

O episódio que levou à expulsão teve início na terça-feira (27), durante a votação de uma resolução que pede o fim do embargo econômico americano contra Cuba. Ao discursar, o embaixador Michael Waltz acusou a liderança cubana de repressão, corrupção e enriquecimento ilícito. Em resposta, Rodríguez Parrilla e outros membros da delegação cubana protestaram, batendo nas mesas e solicitando moções de ordem. Waltz então interrompeu seu discurso para confrontá-los, gritando “Recuem! Recuem! Aqui não é Havana. Vocês não vão me intimidar. Entendem com quem estão lidando? Aqui é os Estados Unidos!”.

Após a intervenção do presidente da sessão, os delegados cubanos retornaram aos seus lugares. Rodríguez Parrilla teve então a oportunidade de se manifestar, acusando Waltz de mentiroso. Foi durante ou logo após essa troca de acusações que Concepción se envolveu na discussão com o funcionário americano, culminando no incidente filmado.

Repercussões e o Voto contra o Embargo

O vídeo do incidente mostra Concepción afastando o celular do funcionário americano com um tapa, alegando que seu espaço pessoal estava sendo invadido. Waltz, por sua vez, sustentou que o diplomata cubano tentava intimidar os funcionários da ONU para silenciar sua exposição sobre o regime cubano. A embaixada de Cuba na ONU enviou uma carta formal de protesto, reiterando a alegação de assédio por parte do americano.

A resolução que busca o fim do embargo americano é uma pauta anual na ONU, com forte oposição de grande parte da comunidade internacional, que considera que as sanções prejudicam a população cubana e têm sido ineficazes. Neste ano, o governo Trump realizou um lobby intenso contra a medida, resultando em 130 votos a favor, uma redução significativa em comparação aos 165 do ano anterior. O número de votos favoráveis atingiu o menor patamar em duas décadas, contrastando com os picos de 2015 e 2017, quando a resolução obteve 191 votos.

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