Senadora Tereza Cristina (PP-MS) manifestou descontentamento com a decisão das cúpulas do União Brasil e do Progressistas em apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) para a presidência do Senado. A ex-ministra da Agricultura sinalizou seu interesse em disputar o comando da Casa em 2027, defendendo a autonomia de cada parlamentar na escolha de seu candidato.
A senadora Tereza Cristina argumentou que o voto no Senado é “livre, soberano e secreto”, contrariando a estratégia de alguns partidos em antecipar o apoio a Alcolumbre. Ela ressaltou que os senadores, eleitos para representar os eleitores, possuem autonomia para definir suas posições políticas. “Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina. Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo”, declarou a senadora em nota divulgada nesta terça-feira (27).
O interesse de Cristina na presidência do Senado é declarado desde o início do ano. Sua possível candidatura ganhava força como uma alternativa para o PL em um cenário hipotético onde Rogério Marinho (PL-RN) pudesse assumir um ministério. Com a derrota de Bolsonaro nas eleições presidenciais, Marinho passou a ser o nome mais cotado pelo PL para desafiar Alcolumbre na disputa pela presidência do Senado.
Aliados do PL buscam impedir Alcolumbre
Parlamentares do PL já haviam se manifestado, também na terça-feira (27), a favor de mobilizar senadores da atual legislatura e os que ingressarão em 2027 para se opor à reeleição de Davi Alcolumbre. O objetivo principal seria apoiar Rogério Marinho e, segundo eles, “impedir a vitória do atual presidente do Senado” para viabilizar o avanço de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A crítica se baseia no fato de Alcolumbre ter travado o andamento de tais pedidos, mesmo quando apresentados com o número suficiente de assinaturas.
União Brasil e PP justificam apoio pela estabilidade
Em contrapartida, os presidentes nacionais do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, defenderam a permanência de Davi Alcolumbre na presidência do Senado. A justificativa apresentada pelos líderes partidários foi a necessidade de garantir estabilidade política e institucional. Segundo eles, “a experiência de Davi Alcolumbre na condução do Senado Federal e do Congresso Nacional, especialmente em momentos de grandes desafios políticos, reafirma sua capacidade de promover o diálogo, construir consensos e preservar a independência do Parlamento e a harmonia entre os Poderes”. A eleição para a escolha do novo presidente do Senado está marcada para fevereiro de 2027, com votação secreta.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados por agências de notícias e veículos de imprensa.
