Ditadura sandinista envia felicitações ao presidente brasileiro após sua reeleição.
O regime da Nicarágua, liderado por Daniel Ortega e Rosario Murillo, parabenizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por sua reeleição. Em mensagem conjunta, Ortega e Murillo saudaram o povo brasileiro pela jornada eleitoral e dirigiram-se a Lula como “companheiro e irmão”, expressando o compromisso de “continuar coincidindo e trabalhando juntos pela paz e um mundo melhor, digno, justo, fraternal, e de avanços contra a pobreza”. A manifestação de apoio do governo sandinista segue congratulações semelhantes vindas de Cuba e Venezuela.
As informações foram reunidas a partir de declarações divulgadas pelo regime da Nicarágua e reportadas pela agência EFE.
Histórico de tensões marca relação Brasil-Nicarágua
Apesar da histórica aliança entre o PT e a ditadura sandinista, a relação entre Brasil e Nicarágua tem sido marcada por atritos nos últimos anos. Em 2024, os dois países chegaram a expulsar os embaixadores um do outro. O episódio ocorreu após o embaixador brasileiro na Nicarágua, Breno de Souza Brasil Dias da Costa, não comparecer à cerimônia de celebração do 45º aniversário da Revolução Sandinista.
Anteriormente, o Brasil havia expressado publicamente o desejo de que Ortega libertasse o bispo Rolando Álvarez, que permaneceu preso por mais de um ano na Nicarágua antes de ser expulso do país em janeiro daquele ano. Em outra ocasião, Ortega criticou Lula, chamando-o de “submisso” e acusando-o de querer ser o “representante dos ianques” na América Latina, em resposta à postura brasileira de não reconhecer a vitória de Nicolás Maduro nas eleições venezuelanas.
Preocupações com democracia na Nicarágua e resposta de Manágua
O governo Lula também manifestou “preocupação” com a declaração de Ortega de que não haveria mais eleições no país centro-americano. Posteriormente, o regime nicaraguense recuou, afirmando que as eleições ocorreriam, mas com a ressalva de que “golpistas” e “traidores da pátria” estariam impedidos de participar. Na prática, essa medida visa vetar a participação de qualquer opositor não autorizado pela ditadura.
Em resposta a essas manifestações, a Nicarágua, por meio de nota oficial do Ministério das Relações Exteriores, afirmou ao Brasil que se tratava de “nossa democracia, nossas eleições”, defendendo a soberania de suas decisões eleitorais.
