Ministro do STF libera encontro entre líderes do PL e ex-presidente.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (28) que o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar. O encontro está marcado para esta quinta-feira (29), com duração prevista entre 9h e 11h. A liberação ocorre em meio a um contexto de restrições impostas a Bolsonaro para receber visitas com fins político-eleitorais, que vigorariam até o fim das eleições de 2026.
A decisão de Moraes surge após uma articulação política que incluiu uma reunião entre Valdemar Costa Neto e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), senadora eleita, para debater os rumos do PL. Anteriormente, o ex-presidente havia sido impedido de receber visitas de natureza político-eleitoral, uma medida que também afetou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-mandatário, que ficou 90 dias sem poder vê-lo. As visitas a Bolsonaro foram retomadas no dia 13 deste mês.
A restrição de visitas políticas foi imposta após Flávio Bolsonaro divulgar em redes sociais uma carta de apoio do pai à sua candidatura presidencial. No mesmo período, o senador foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e proibido de viajar ao exterior, apesar de ter desembarcado nos Estados Unidos com a família horas depois e declarado a intenção de liderar a oposição ao governo Lula (PT).
Decisões paralelas e acesso à internet.
Paralelamente à autorização da visita de Valdemar Costa Neto, o ministro Nunes Marques, relator da revisão criminal de Jair Bolsonaro, solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie em até dez dias sobre um pedido de suspensão da pena do ex-presidente. Em um despacho separado, Alexandre de Moraes também autorizou a entrada de um técnico de manutenção de internet na residência de Bolsonaro nesta quinta-feira (29), entre 14h e 18h, para reparos no sinal da empresa Claro S.A. A defesa do ex-presidente havia solicitado ambas as autorizações.
O ministro determinou que uma vistoria prévia seja realizada antes da entrada do técnico e estabeleceu que quaisquer aparelhos eletrônicos não relacionados ao trabalho técnico deverão permanecer sob custódia dos policiais responsáveis pela segurança do local.
