O espetáculo celeste das Orionídeas promete encantar observadores em todo o território nacional nas noites de quarta-feira (21) e quinta-feira (22). O pico da chuva de meteoros, que parece emanar da constelação de Órion, oferecerá uma oportunidade única para admirar rastros luminosos no firmamento, com a possibilidade de avistar mais de 20 meteoros por hora.
Segundo a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional (ON), o momento ideal para a observação se estende da 1h da manhã até o amanhecer. A escolha deste horário é estratégica: embora a Lua esteja 77% iluminada, ela se porá após a meia-noite, proporcionando um céu mais escuro e, consequentemente, facilitando a visualização dos meteoros. A orientação para quem deseja acompanhar o fenômeno é direcionar o olhar para o norte ou nordeste, buscando a região próxima às Três Marias e à estrela Betelgeuse, pontos de referência na constelação de Órion.
As Orionídeas são conhecidas por sua velocidade e pelos rastros de luz que deixam ao cruzar a atmosfera terrestre. “Os meteoros Oriônias são velozes e deixam rastros luminosos no céu, o que facilita a observação do fenômeno”, explicou Nascimento em nota divulgada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A boa notícia para os entusiastas da astronomia é que o evento será visível de todas as regiões do Brasil. Marcelo De Cicco, do Projeto EXOSS, ressalta que “o radiante em Órion é visível de Norte a Sul, com leve vantagem no Norte e Nordeste, onde ele sobe mais alto”.
A chuva de meteoros Orionídeas tem uma origem fascinante: está associada ao famoso cometa Halley. Este é o segundo evento anual ligado ao cometa, sendo a chuva de Eta Aquariids, ocorrida no primeiro semestre, a outra manifestação.
Para apreciar este espetáculo cósmico, não é necessário nenhum equipamento especial. Basta um olhar atento para o céu. No entanto, para maximizar a experiência, recomenda-se buscar locais com pouca poluição luminosa, longe das luzes das cidades. Aplicativos de astronomia disponíveis em smartphones também podem ser úteis para identificar a posição correta da constelação de Órion e direcionar o olhar para a chuva de meteoros.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Observatório Nacional e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
