Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, declarou nesta sexta-feira (3) que o partido não buscará uma substituta para Michelle Bolsonaro na liderança do PL Mulher. A decisão, segundo ele, se deve ao perfil considerado insubstituível da ex-primeira-dama dentro da legenda. A declaração foi feita durante o 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, realizado no Rio de Janeiro.
“A primeira coisa que eu fiz foi não substituí-la, porque nós não temos ninguém com o carisma que ela tem. A Michelle é um fenômeno”, afirmou Valdemar em entrevista ao Pleno News. Ele explicou que, na ausência de uma presidência nacional, o trabalho do PL Mulher será agora coordenado pelas lideranças estaduais da sigla.
O dirigente partidário expressou a esperança de que Michelle Bolsonaro reconsidere sua saída. “Nós vamos aguardar até a Michelle repensar, pôr a cabeça no lugar, porque ela vai fazer muita falta para todos nós”, declarou. A ex-primeira-dama anunciou sua renúncia na última terça-feira (30), alegando a necessidade de se dedicar integralmente aos cuidados do marido, Jair Bolsonaro, que se recupera de problemas de saúde, e de acompanhar a filha do casal.
Contexto eleitoral e união partidária
Em seu pronunciamento, Valdemar Costa Neto também conectou a necessidade de coesão interna no PL ao cenário das eleições presidenciais de 2026. Ele alertou que uma eventual derrota eleitoral poderia agravar a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Nós não podemos arriscar perder essa eleição, porque, se nós perdermos a eleição, o Bolsonaro fica mais dez anos preso. Então, nós não podemos perder, nós temos que ganhar. Nós temos que unir nosso pessoal. Se nós saímos divididos de casa, como é que nós vamos ganhar? Então tem que ter paciência”, disse.
A saída de Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher foi comunicada diretamente a Valdemar Costa Neto após um período de reflexão. Em nota oficial, ela agradeceu ao presidente do partido, às lideranças estaduais e municipais da organização e à equipe que a acompanhou desde que assumiu a função em 2023. A ex-primeira-dama justificou sua decisão pela necessidade de se dedicar aos cuidados de Jair Bolsonaro, que se recupera de um quadro de broncopneumonia e das sequelas da facada sofrida em 2018, além de acompanhar a filha do casal.
