Prefeitura de Limeira entra na Justiça contra Governo Federal por omissão na Ponte do Esqueleto após morte trágica
A Prefeitura de Limeira, em São Paulo, acusa o governo federal de omissão na gestão e manutenção da Ponte do Esqueleto. A manifestação ocorre após a trágica morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, bacharel em Educação Física, que caiu de uma altura de 40 metros durante a prática de rope jump sem a corda de segurança. O caso, que foi filmado, chocou a cidade no último sábado (13).
Em nota oficial, a administração municipal afirmou que buscará responsabilizar o Executivo federal pelas falhas de segurança na estrutura. Segundo o prefeito Murilo Félix (Podemos), a prefeitura e a Câmara Municipal vinham cobrando providências há meses, sem sucesso. A falta de controle de acesso a uma área federal com riscos conhecidos e sem medidas de proteção adequadas é o foco da acusação.
A tragédia levanta questões sobre a segurança em locais de aventura e a responsabilidade de órgãos públicos na prevenção de acidentes. A Prefeitura de Limeira expressou seu pesar e a determinação em buscar justiça para a jovem, ressaltando que a omissão federal resultou em mais uma perda para a cidade. O governo federal foi contatado e seu posicionamento aguardado.
O acidente fatal na Ponte do Esqueleto
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 22 anos, estava prestes a realizar um salto de rope jump, modalidade semelhante ao bungee jump, mas que utiliza uma corda rígida em vez de elástico. Pouco antes do salto, a jovem postou fotos do local com uma legenda descontraída: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”. A cena, no entanto, se transformou em tragédia quando, após ser lançada pelos auxiliares, percebeu-se a ausência da corda de segurança.
O grito “Gente, a corda” ecoou no momento em que a jovem iniciou sua queda livre. O impacto foi fatal, e o Corpo de Bombeiros confirmou o óbito no local. A falta da corda de segurança foi o fator determinante para a morte da bacharel em Educação Física, que caiu de uma altura considerável na estrutura federal.
Rope jump e a falta de regulamentação
O rope jump, popularizado mais recentemente no Brasil, difere do bungee jump pela utilização de uma corda rígida, que gera um balanço após o salto. O amortecimento do impacto se dá pela dinâmica pendular do movimento, e não por um elástico. Uma diferença crucial que, neste caso, se mostrou fatal.
A modalidade, apesar de atrair praticantes em busca de adrenalina, ainda não é regulamentada no Brasil, o que pode agravar a complexidade da apuração de responsabilidades. A falta de normas claras e fiscalização para o esporte aumenta os riscos para os aventureiros e a dificuldade em garantir a segurança das operações, como a que resultou na morte de Maria Eduarda.
Cobranças antigas por segurança na Ponte do Esqueleto
O prefeito de Limeira, Murilo Félix, destacou em sua declaração que a Prefeitura e a Câmara Municipal vêm cobrando providências do Governo Federal há meses. A preocupação era com a falta de manutenção e a ausência de medidas de proteção na Ponte do Esqueleto, que é uma estrutura federal e palco de diversos incidentes e acidentes ao longo dos anos. A omissão na gestão desses riscos, segundo a prefeitura, contribuiu diretamente para a tragédia.
A estrutura, conhecida por sua altura e vista, se tornou um local de risco devido à falta de controle de acesso e medidas de segurança. A Prefeitura de Limeira alega que suas solicitações de intervenção e fiscalização por parte do órgão federal responsável foram ignoradas, culminando na perda de mais uma vida. A ação judicial visa, portanto, a responsabilizar o governo federal pela negligência.