Brasil Fortalece Vigilância de Vacinas Após Reações Adversas Graves da Vacina da Dengue: Novas Regras Ampliam Monitoramento e Segurança
Brasil Fortalece Vigilância de Vacinas Após Reações Adversas Graves da Vacina da Dengue: Novas Regras Ampliam Monitoramento e Segurança

Brasil Fortalece Vigilância de Vacinas Após Reações Adversas Graves da Vacina da Dengue: Novas Regras Ampliam Monitoramento e Segurança

Brasil amplia vigilância de vacinas após eventos adversos da vacina contra dengue O Brasil deu um passo importante na segurança de medicamentos e vacinas com a atualização das normas de monitoramento de efeitos colaterais. O Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos (CNMM), criado em 2001, teve seu escopo ampliado para incluir as vacinas, uma medida […]

Resumo

Brasil amplia vigilância de vacinas após eventos adversos da vacina contra dengue

O Brasil deu um passo importante na segurança de medicamentos e vacinas com a atualização das normas de monitoramento de efeitos colaterais. O Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos (CNMM), criado em 2001, teve seu escopo ampliado para incluir as vacinas, uma medida que ganha destaque após a recente interrupção do uso de um imunizante contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS).

A Portaria 11.244, publicada no Diário Oficial da União, reflete um compromisso renovado com a farmacovigilância e a segurança dos pacientes. A mudança ocorre em um momento crucial, visando garantir que eventos adversos sejam detectados e tratados com agilidade e transparência, protegendo a saúde da população.

Essa atualização, que expande o monitoramento para vacinas, é vista por especialistas como um avanço necessário e oportuno. A medida chega após a identificação de reações adversas severas ligadas à vacina contra a dengue do Instituto Butantan, que levaram à sua suspensão cautelar no SUS, conforme anunciado pelo Ministério da Saúde. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde.

Suspensão da Vacina da Dengue e o Gatilho para a Mudança

No dia 8 de junho, o Ministério da Saúde tomou a decisão de interromper o uso da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan no SUS. Essa medida cautelar foi motivada pela identificação de 42 episódios de reações adversas severas associadas ao imunizante Butantan-DV. Dos casos registrados, três foram graves, com duas mortes confirmadas, embora a pasta ainda investigue a ligação direta entre os óbitos e a vacinação.

A epidemiologista Carla Domingues, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), considerou a decisão oportuna. Ela destacou que a atualização das normas de monitoramento, com a inclusão das vacinas, fortalece a capacidade do sistema de detectar eventos adversos. “Naquele momento, não tínhamos uma farmacovigilância fortalecida. Hoje ela está robusta e foi capaz de rapidamente detectar os eventos adversos relacionados à vacina”, afirmou.

Adequação a Padrões Internacionais e Fortalecimento da Farmacovigilância

Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), vê a atualização como uma adequação aos padrões internacionais. Ele explicou que o antigo sistema de notificação passiva, onde casos se acumulavam em uma base de dados antes de chamar a atenção, deve mudar. A nova abordagem visa padronizar os processos e permitir comparações com dados de outros países.

Kfouri ressaltou que a iniciativa reforça o compromisso com a **farmacovigilância de fase 4**, que abrange estudos tanto de medicamentos quanto de vacinas após sua aprovação e comercialização. Isso garante um acompanhamento contínuo da segurança dos imunizantes e medicamentos no mundo real, após a sua introdução no mercado.

Como Funciona a Nova Vigilância de Vacinas no Brasil

A farmacovigilância de vacinas no Brasil opera de forma integrada entre o PNI e a Anvisa. O registro de eventos adversos, ou supostamente atribuíveis à vacinação, ocorre dentro do Sistema Nacional de Vigilância. Profissionais de saúde, laboratórios fabricantes e autoridades sanitárias colaboram ativamente nesse processo de monitoramento.

Uma das principais atualizações é a inclusão do Departamento do Programa Nacional de Imunizações da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Farmacovigilância, como colaborador do CNMM. Esse setor será responsável pela **vigilância epidemiológica de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI)**.

Além disso, a nova portaria estabelece a transmissão da base de dados dos casos notificados para o Uppsala Monitoring Centre, na Suécia. Esta fundação sem fins lucrativos é um centro colaborador internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o monitoramento de medicamentos, garantindo que o Brasil participe ativamente da rede global de segurança sanitária.

Tags:

Veja Também

Senado marca votação da PEC do fim da escala 6x1 para quarta-feira (14)

Senado marca votação da PEC do fim da escala 6×1 para quarta-feira (14)

Campanha de Lula usa fake news sobre cortes sociais para reverter placar contra Flávio Bolsonaro

Campanha de Lula usa fake news sobre cortes sociais para reverter placar contra Flávio Bolsonaro

Quase 3 em cada 10 crianças e adolescentes no Brasil têm pressão alta, aponta estudo

Secretário de Saúde dos EUA Lança Iniciativa para Investigar Efeitos Pós-Vacinação

Secretário de Saúde dos EUA Lança Iniciativa para Investigar Efeitos Pós-Vacinação

Autoridades investigam suposto repasse milionário em dinheiro vivo para documentário de Lula

Autoridades investigam suposto repasse milionário em dinheiro vivo para documentário de Lula