Eduardo Bolsonaro revela pedido a Trump por Lei Magnitsky contra Moraes e cita Zelle como 'Pix dos EUA' em negociação de tarifas

Eduardo Bolsonaro revela pedido a Trump por Lei Magnitsky contra Moraes e cita Zelle como ‘Pix dos EUA’ em negociação de tarifas

O cenário político brasileiro e internacional ganhou novos contornos com as recentes declarações de Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal revelou detalhes de suas conversas com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordando temas de alta sensibilidade, como sanções contra autoridades brasileiras e possíveis tarifas comerciais. As discussões também tocaram em um ponto crucial para […]

Resumo

O cenário político brasileiro e internacional ganhou novos contornos com as recentes declarações de Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal revelou detalhes de suas conversas com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordando temas de alta sensibilidade, como sanções contra autoridades brasileiras e possíveis tarifas comerciais.

As discussões também tocaram em um ponto crucial para a economia digital do Brasil, o Pix, e sua comparação com sistemas de pagamento norte-americanos. A complexidade dessas articulações indica um período de intensas movimentações diplomáticas e políticas, com reflexos diretos nas relações entre Brasil e EUA.

As informações foram divulgadas em entrevista ao canal TCM News, conforme apuração recente.

Pedido de Sanções Magnitsky contra Moraes

Eduardo Bolsonaro afirmou ter solicitado pessoalmente a Donald Trump a retomada das sanções pela Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. Ele negou, contudo, que ele e seu irmão, Flávio Bolsonaro, tenham pedido ao governo americano a adoção de um novo tarifaço contra o Brasil.

O ex-parlamentar destacou sua crença em “punições individuais contra pessoas que estão se comportando como tiranos”, mencionando a Lei Magnitsky como um instrumento válido. Ele ressaltou que, particularmente, pediu o retorno dessas sanções contra Moraes e sua esposa.

Moraes e Viviane foram incluídos na Lei Magnitsky no final de julho de 2025 e removidos em dezembro do mesmo ano, conforme a fonte. Eduardo Bolsonaro está sob julgamento pela Primeira Turma do STF por suposto crime de coação, acusado de articular sanções aos EUA para garantir a “impunidade” de seu pai, Jair Bolsonaro.

Tarifaço dos EUA e o “Fator Flávio”

Os Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), recomendaram a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. As justificativas incluem decisões contra redes sociais americanas, a utilização do Pix, que alegam prejudicar empresas de pagamentos eletrônicos dos EUA, e a falta de medidas contra a corrupção e pirataria.

Eduardo Bolsonaro, no entanto, atribuiu a não aplicação imediata dessas tarifas ao “fator Flávio”. Segundo ele, seu irmão teria prometido, caso eleito presidente, que Brasil e EUA “vão sentar de igual para igual à mesa e tratar de um acordo de livre comércio para beneficiar ambos os países”, tornando novas tarifas desnecessárias.

Ainda na pauta das relações com os EUA, Flávio, Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo se reuniram com Trump e o Secretário de Estado, Marco Rubio. Dois dias após o encontro, os EUA classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas, uma mudança solicitada por Flávio e que o governo Lula (PT) avalia como uma brecha para intervenção externa.

O Pix, o Zelle e a Negociação Comercial

Questionado sobre a ameaça ao Pix, Eduardo Bolsonaro sugeriu que o governo brasileiro possui “bons argumentos” para negociação. Ele citou o Zelle, classificando a ferramenta como o “Pix dos EUA”. É importante notar que, ao contrário do Pix brasileiro, o Zelle é operado por um consórcio privado de bancos.

O ex-deputado afirmou ter feito um pedido aos americanos para que qualquer tipo de tarifa ou retaliação comercial fosse adiado, aguardando as eleições deste ano. A expectativa é que, com uma possível eleição de Flávio Bolsonaro, haveria uma nova diretriz no governo federal.

Eduardo ressaltou que os EUA têm interesse em terras raras e manganês, o que poderia ser um trunfo nas negociações. “Dá para conversar e botar na mesa isso daí e tentar segurar o ímpeto de retaliação contra qualquer meio que a gente utilize de pagamento”, declarou.

Financiamento de Filme e a Polêmica com Vorcaro

Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro também defendeu o irmão Flávio em relação à polêmica sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória de Jair Bolsonaro, por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele garantiu que todo o dinheiro solicitado foi investido na produção.

O site The Intercept Brasil revelou que o repasse de Vorcaro seria de R$ 134 milhões, mas o banqueiro pagou cerca de R$ 61 milhões. Flávio admitiu ter feito o pedido de financiamento e visitou Vorcaro um dia após o empresário ser liberado da prisão.

“Não entendo por qual motivo as pessoas partem da desconfiança que nós agimos de má-fé. O dinheiro foi investido no filme”, disse Eduardo. Ele comparou o orçamento de “Dark Horse” com o de um filme sobre a ex-primeira-dama dos EUA, Melania Trump, que custou cerca de US$ 40 milhões, enquanto o investimento no filme sobre Bolsonaro “não chega nem à metade disso”.

Para Eduardo, a relação entre Flávio e o dono do Banco Master tem sido usada como uma “boia salva-vidas” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para “desgastar” a pré-campanha de Flávio.

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