Gilmar Mendes sugere “Fórum Mundial de Lisboa” e ironiza críticas ao evento do STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, encerrou o 14º Fórum de Lisboa, apelidado de “Gilmarpalooza”, em tom desafiador. Diante das críticas e da redução na participação de autoridades em comparação a edições anteriores, o decano do STF propôs uma nova nomenclatura para o evento: “Fórum Mundial de Lisboa”.
A sugestão, feita com um toque de ironia, “modéstia às favas”, como ele mesmo disse, visa ressaltar a importância e o alcance que o ministro atribui ao encontro. A declaração vem em um momento de questionamentos sobre a relevância e os custos de viagens de autoridades para o evento em Portugal.
A redução na presença de ministros do STF, governadores e membros do alto escalão do governo Lula em 2025 foi notada, o que alguns analistas atribuem ao escândalo do Banco Master e às polêmicas sobre as despesas das comitivas. Gilmar Mendes, no entanto, rechaçou veementemente essas interpretações.
Críticas vistas como “oportunismos” e “leituras apressadas”
O ministro Gilmar Mendes classificou as críticas direcionadas ao Fórum de Lisboa como “leituras apressadas, incompreensões ou oportunismos”. Ele argumentou que tais questionamentos não refletem a real importância do trabalho desenvolvido no âmbito do evento e que, de certa forma, até contribuem para ampliar sua visibilidade.
Em tom irônico, o decano do STF citou um provérbio para ilustrar sua visão sobre as críticas recebidas: “Ninguém se livra de pedrada de doido nem de coice de burro”. Essa mesma frase já havia sido utilizada por Gilmar Mendes em 2017, quando o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu sua suspeição no caso Eike Batista.
Previsão de “esvaziamento” frustrada pela presença de público
No início de sua fala, Gilmar Mendes pediu desculpas ao público presente no auditório por qualquer desconforto, especialmente pela previsão de que o fórum estaria “esvaziado”. Ele celebrou o fato de que a expectativa de baixa participação foi frustrada pela presença massiva dos participantes.
“Eu vou tentar ser mais rápido, mas espero também que os senhores tolerem eventual excesso. Eu queria pedir desculpas às pessoas que estão desconfortáveis aqui porque havia uma previsão – que nós não conseguimos contornar – de que o fórum estaria esvaziado”, declarou o ministro, sendo recebido com aplausos pela plateia.
Defesa da relevância e expansão internacional do evento
A proposta de renomear o evento para “Fórum Mundial de Lisboa” sinaliza a ambição de Gilmar Mendes em consolidar o encontro como uma plataforma internacional de debates de alto nível. A ideia de “modéstia às favas” sugere que o ministro acredita que o evento já transcendeu a esfera local.
Apesar das polêmicas recentes, o ministro demonstra confiança na relevância do “Gilmarpalooza”, que agora ele vislumbra em uma dimensão global. A defesa enérgica e o tom desafiador indicam que Gilmar Mendes pretende seguir adiante com seus planos para o Fórum de Lisboa, mesmo diante das críticas.