Investigação definirá uso seguro da vacina da dengue Butantan-DV, afirma Padilha
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que uma investigação detalhada está em curso para determinar como a vacina contra a dengue Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan, poderá ser utilizada de forma segura pela população. A declaração foi feita durante o Fórum de Saúde promovido pela Amcham Brasil, onde Padilha destacou a importância de ferramentas para o controle da dengue, especialmente diante da intensificação de seu ciclo de proliferação devido ao fenômeno El Niño.
A decisão temporária de interromper o uso da Butantan-DV no Sistema Único de Saúde (SUS), anunciada em junho, ocorreu após a identificação de 42 episódios de reações adversas mais severas. Segundo o ministro, especialistas estão analisando se há condições clínicas específicas que possam ter provocado essas reações. “A partir dessa investigação, será definido como a vacina poderá ser utilizada de forma segura para a população”, afirmou Padilha.
O cronograma para a conclusão dessas investigações ainda é incerto, mas o governo espera um resultado o mais rápido possível. O Instituto Butantan apresentará suas descobertas à Anvisa, e o Ministério da Saúde já formou um painel de especialistas para planejar cenários futuros. “Pode ser que essa investigação sinalize que a vacina deva ficar restrita a um determinado público ou região”, explicou o ministro.
Garantia de vacina contra a dengue para o SUS
Em paralelo à suspensão da Butantan-DV, o Ministério da Saúde oficializou a compra de 18 milhões de doses da vacina Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda, com acordo estendido até 2027. Esta vacina continuará sendo disponibilizada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, e mais de 8 milhões de jovens já foram imunizados com ela.
Preocupação com o sarampo e o clima
Durante o evento, Padilha também abordou a questão do sarampo, confirmando a ligação dos cinco casos recentes em São Paulo com a Bolívia, que enfrenta surtos da doença. O ministro ressaltou que o Brasil notificou 38 casos importados em 2025, mas que a vacinação tem sido crucial para evitar a propagação. Campanhas de alerta em São Paulo e Guarulhos foram intensificadas para reforçar a imunização gratuita disponível no SUS para pessoas entre 6 meses e 59 anos, garantindo que a recertificação do país como livre de sarampo em 2024 não seja ameaçada.
Padilha reiterou que a crise climática é, fundamentalmente, uma crise de saúde pública, citando o impacto de eventos climáticos extremos em hospitais e o surgimento de doenças em novas regiões. As informações foram reunidas a partir de declarações do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o Fórum de Saúde da Amcham Brasil e anúncios oficiais do Ministério da Saúde.
