Finep destina R$ 132,6 milhões para o primeiro centro de protonterapia do Brasil
Finep destina R$ 132,6 milhões para o primeiro centro de protonterapia do Brasil

Finep destina R$ 132,6 milhões para o primeiro centro de protonterapia do Brasil

Avanço no tratamento oncológico no Brasil é impulsionado por investimento em tecnologia A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciou a liberação de R$ 132,6 milhões destinados à construção do primeiro centro de protonterapia do Brasil. Localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o empreendimento representa um marco no combate ao câncer no país, […]

Resumo

Avanço no tratamento oncológico no Brasil é impulsionado por investimento em tecnologia

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciou a liberação de R$ 132,6 milhões destinados à construção do primeiro centro de protonterapia do Brasil. Localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o empreendimento representa um marco no combate ao câncer no país, ao introduzir uma modalidade de radioterapia mais precisa e com menor impacto em tecidos saudáveis.

O centro, que tem previsão de funcionamento até 2030, será operado pela Fundação Severino Sombra (FUSVE) e contará com tecnologia de ponta importada da empresa belga IBA. Essa tecnologia é baseada no conceito do “Pico de Bragg”, que permite concentrar a dose de radiação diretamente no tumor, minimizando a exposição de órgãos e tecidos adjacentes. A parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) foi fundamental no desenvolvimento do projeto.

Um dos aspectos mais relevantes do novo centro é o compromisso com o acesso público. Do total de atendimentos, 60% serão oferecidos gratuitamente a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa iniciativa visa democratizar o acesso a um tratamento que, até o momento, exige que pacientes brasileiros busquem centros médicos no exterior, devido aos altos custos de implantação e à ausência de unidades nacionais.

Protonterapia: um salto na radioterapia

A protonterapia se diferencia da radioterapia convencional por utilizar prótons em vez de raios-X. Essa característica permite uma entrega de energia mais direcionada ao alvo tumoral, reduzindo significativamente a dose total de radiação no corpo do paciente. Estudos indicam uma redução de até 60% na dose integral de radiação em comparação com métodos tradicionais. Essa precisão é particularmente benéfica para o tratamento de crianças e adolescentes, cujos corpos ainda estão em desenvolvimento e são mais sensíveis aos efeitos da radiação.

Apesar de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter regulamentado a tecnologia de protonterapia em 2017, a falta de centros operacionais no Brasil tem sido um obstáculo para sua adoção em larga escala. O alto investimento necessário para a aquisição e instalação dos equipamentos complexos impedia a viabilização de tais unidades. A liberação de recursos pela Finep sinaliza uma mudança nesse cenário, abrindo portas para que pacientes brasileiros tenham acesso a essa terapia avançada sem a necessidade de viagens internacionais.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Finep e outras fontes relevantes sobre o tema.

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