CNPq destina R$ 25 milhões para projetos de pesquisa com instituições africanas
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou o edital Pró-África (Programa de Cooperação Afro-Brasileira em Ciência e Tecnologia) para 2026, com um orçamento total de R$ 25 milhões. A iniciativa busca fomentar a colaboração entre pesquisadores brasileiros e instituições de pesquisa africanas, além de apoiar pesquisadores africanos que estejam no Brasil. As inscrições estão abertas até 31 de agosto.
O programa, que visa fortalecer a cooperação científica, tecnológica e de inovação entre o Brasil e nações africanas, contemplará projetos em cinco eixos temáticos: ambiental e sustentabilidade; alimentar e agricultura; energia e recursos naturais; saúde; e social e cultural. O financiamento provém do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
As equipes de pesquisa interessadas devem ser coordenadas por doutores com vínculo empregatício com a instituição proponente, que por sua vez deve estar cadastrada no diretório nacional de instituições do CNPq. O edital prevê a destinação de R$ 12,5 milhões para bolsas e outros R$ 12,5 milhões para custeio, a serem liberados conforme a disponibilidade orçamentária do fundo.
Modalidades e Valores dos Projetos
O Pró-África oferece diferentes modalidades de financiamento, com valores máximos variando de acordo com a natureza do projeto. As Redes Temáticas de Pesquisa Consolidadas podem receber até R$ 1 milhão por proposta, com um teto total de R$ 13 milhões para esta categoria. Já as Redes Temáticas de Pesquisas Emergentes e os Projetos Bilaterais têm limite de R$ 400 mil por projeto, com orçamentos totais de R$ 6 milhões cada.
Bolsas para Pesquisadores
No que diz respeito às bolsas, o edital contempla cinco modalidades. Duas delas são destinadas a pesquisadores brasileiros que atuarão em países africanos: desenvolvimento tecnológico industrial e desenvolvimento tecnológico e inovação no exterior (júnior e sênior). As outras três modalidades são voltadas para pesquisadores africanos no Brasil: especialista visitante, pós-doutorado júnior e pesquisador visitante especial.
As propostas devem ser submetidas exclusivamente pela internet, por meio do formulário disponível na Plataforma Integrada Carlos Chagas do CNPq. O programa Pró-África foi criado em 2004 com o objetivo de promover intercâmbios e projetos conjuntos que beneficiem o desenvolvimento científico e tecnológico de ambas as regiões.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo CNPq.
