Publicitário Thiago Miranda é alvo da PF em investigação sobre filme de Bolsonaro
Publicitário Thiago Miranda é alvo da PF em investigação sobre filme de Bolsonaro

Publicitário Thiago Miranda é alvo da PF em investigação sobre filme de Bolsonaro

Operação Compliance Zero mira publicitário em investigação de financiamento de filme A Polícia Federal deflagrou a décima fase da Operação Compliance Zero, com foco no publicitário Thiago Miranda. A ação visa coletar documentos que possam esclarecer a origem e o destino de recursos destinados à produção do filme ‘Dark Horse’, obra biográfica sobre o ex-presidente […]

Resumo

Operação Compliance Zero mira publicitário em investigação de financiamento de filme

A Polícia Federal deflagrou a décima fase da Operação Compliance Zero, com foco no publicitário Thiago Miranda. A ação visa coletar documentos que possam esclarecer a origem e o destino de recursos destinados à produção do filme ‘Dark Horse’, obra biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação também busca detalhar a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

As apurações concentram-se em aprofundar a investigação sobre o fluxo financeiro do filme, buscando evidências do papel de Thiago Miranda na contratação de influenciadores digitais. O objetivo seria promover o Banco Master e, simultaneamente, criticar a atuação do Banco Central. Miranda também é investigado por supostamente atuar como intermediário em negociações entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Gazeta do Povo.

Indícios de patrocínio milionário e movimentações financeiras suspeitas

Mensagens e áudios obtidos pela investigação indicam que o senador Flávio Bolsonaro teria buscado patrocínio direto com Daniel Vorcaro entre outubro e novembro de 2025. Documentos apontam para um compromisso do banqueiro em investir R$ 134 milhões na produção cinematográfica, com a liberação de, pelo menos, R$ 62 milhões já confirmada. Thiago Miranda é suspeito de ter organizado o primeiro encontro entre o senador e o banqueiro em Brasília, no final de 2024.

O deputado Lindbergh Farias levantou, no Supremo Tribunal Federal (STF), questionamentos sobre a origem dos fundos, sugerindo a possibilidade de fraudes financeiras no Banco Master. As hipóteses incluem lavagem de dinheiro, criação de caixa paralelo ou financiamento irregular de campanhas eleitorais antecipadas. Há também a suspeita de que parte dos recursos possa ter sido utilizada para financiar ações de Eduardo Bolsonaro contra ministros do STF em território americano.

Decisão judicial autoriza acesso a dados e celulares

O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, autorizou a busca e apreensão de celulares, computadores e documentos pertencentes a Thiago Miranda. A decisão judicial permite o acesso a dados armazenados na internet, como comunicações em nuvem, e a registros contábeis. Essa medida visa reconstruir conversas e transações financeiras que possam ter sido apagadas ou protegidas por senha, auxiliando na identificação do trânsito de recursos entre o banco e a produtora do filme.

A investigação foi concentrada sob a responsabilidade de Mendonça por decisão da presidência do STF, dada a conexão com o inquérito principal que apura irregularidades no Banco Master. Os dados telefônicos e telemáticos autorizados incluem registros de chamadas, mensagens de texto, e-mails e conversas em aplicativos de mensagens, como o WhatsApp.

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